sábado, 17 de maio de 2014

ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA NOS ANOS INICIAIS: ESCRITA E DESENHO NAS AULAS DE CIÊNCIAS

 Resumo

Neste trabalho utilizamos as ideias das autoras Carla Marques Alvarenga de Oliveira, Anna Maria Pessoa de Carvalho e Lúcia Helena Sasseron para tratar sobre o tema “Escrita e desenho nas aulas de Ciências do Ensino Fundamental”, indicando a Alfabetização Científica como elemento norteador na elaboração dos currículos para dar conta de promover um ensino capaz de levar os alunos a  investigarem temas das ciências e a discutirem suas inter-relações com a sociedade e o ambiente.
O artigo “Escrevendo em aulas de ciências” de Oliveira e Carvalho (2005) procura mostrar um panorama de como aparecem os registros realizados  pelos alunos do 3º ano do Ensino Fundamental, em que a professora utilizou as atividades de conhecimento físico, criadas pelo Laboratório de Pesquisa de Ensino de Física da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Os alunos foram levados a resolver situações problemáticas por meio da experimentação, argumentar e escrever sobre os fenômenos físicos. Partindo de uma reflexão da prática escolar, surgiu a necessidade de relacionar os estudos de Ciências realizados com os estudos de linguagem, já que na sala de aula os conhecimentos não aparecem estanques e isolados.
O segundo artigo analisado  “Escrita e Desenho: Análise de  registros elaborados por alunos do Ensino Fundamental em aulas de Ciências” (2010),   tem como objetivo perceber  a construção do conhecimento sobre temas das ciências  e as relações dos mesmos com situações de nosso dia-a-dia por meio das tecnologias produzias e dos impactos que podem ser causados ao meio ambiente. Não é a preocupação central deste trabalho tratar com profundidade a Alfabetização Cientifica e sim discutir suas bases e aqueles que podem ser vistos como os eixos estruturantes a serem considerados no planejamento de propostas que objetivem a Alfabetização Cientifica.
Com base nas autoras Oliveira e Carvalho (2005), ao discutir ideias e desenvolver a escrita de textos consolidam um importante mecanismo para a criação de um sistema conceitual coerente nas aulas de ciências. Sendo assim, falar, ouvir e procurar uma explicação a respeito do que está estudando, escrever e desenhar, configura uma  expressão em diversas linguagens que ajuda a solidificar e sistematizar o que já foi aprendido.
O aluno ao argumentar fazendo referencia aos conceitos aprendidos está processando cognitivamente o que compreendeu na determinada abordagem de conhecimentos científicos. Segundo Oliveira e Carvalho (2005) a verbalização ajuda no desenvolvimento e compreensão dos conceitos.  Entretanto, a discussão de ideias e a escrita nas aulas de ciências não são atividades fundamentais, mas complementares. Sasseron e Carvalho  também afirmam que:
 Fala e escrita são modalidades complementares. O uso da escrita como um instrumento para a aprendizagem realça a construção pessoal do conhecimento, enquanto que o uso da fala para a aprendizagem é consistente com o pensamento sócio construtivista [...] (SASSERON e CARVALHO, p. 6, 2010).
No entanto, o  emprego dessas duas atividades de linguagem contribui para a  construção do conhecimento científico. Sendo que, a fala possibilita “gerar, clarificar, compartilhar e distribuir ideias entre o grupo” e a escrita realça a construção pessoal do conhecimento, pois refina e consolida ideias novas com conhecimentos anteriores (OLIVEIRA e CARVALHO, 2005). É importante salientar que além da fala e escrita o desenho contribui para uma melhor compreensão do texto escrito, pois a imagem pode ilustrar ou especializar uma informação, ou seja, na ilustração a imagem apresenta significado já obtido na linguagem escrita, enquanto a especialização por meio da imagem traz novas informações complementando a escrita.
Todavia, faz-se necessário levar os alunos na sala de aula a resolverem problemas por meio da experimentação, de forma a hipotetizar e argumentar sobre os conceitos científicos. Os conhecimentos e aptidões dos alunos só serão adquiridos e desenvolvidos  a partir de oportunidades que os mesmos tenham de refletir, relatar, discutir e explicar suas ações. Cabe ao professor criar oportunidades de incentivar os  alunos a exercerem seus conhecimentos e aptidões  na busca de soluções de problemas e na aquisição de novos conhecimentos científicos  fazendo uso  de variáveis e   Eixos Estruturantes  que possibilite aos discentes  serem alfabetizados cientificamente. Para Carvalho (2005), as crenças que o professor possui influenciam suas práticas pedagógicas, isso é verificado quando o professor desenvolve uma atividade em que os alunos possuem liberdade para expressarem diferentes hipóteses. Se o docente não compreende que este é um processo natural do pensamento científico, e que a própria Ciência se desenvolve desta forma, acabará por interpretar tal atividade como bagunça ou indisciplina, ao invés de produtiva para a aprendizagem científica dos alunos.


Referencias:
CARVALHO, L.H. e OLIVEIRA, Carla Marques Alvarenga de. Escrevendo em aulas de Ciências. Ciência & Educação (Bauru), vol.11, núm.3, 2005, p. 347-366.

SASSERON, L.H. e CARVALHO, A.M.P. Escrita e Desenho: Análise de registros elaborados por alunos do Ensino Fundamental em aulas de Ciências. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências. Vol. 10 Nº2, 2010


Pergunta

De que forma a Leitura, a Escrita e o Desenho podem favorecer a Alfabetização Científica dos alunos nos Anos  Iniciais?

Vídeo utilizado na apresentação:


Slides utilizados na apresentação:

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