Resumo
O PISA
é um estudo internacional sobre os conhecimentos e as competências dos alunos
de 15 anos avaliando o modo como estes alunos, que se encontram perto de
completar ou que já completaram a escolaridade obrigatória adquiriram alguns
dos conhecimentos e das competências essenciais para a participação ativa na
sociedade (OECD, 1999), tornando-se um desafio para as escolas se adaptarem
cada vez mais à vida moderna.
Trata-se
de uma avaliação sistemática, prospectiva e comparativa no nível internacional,
que teve início no ano 2000 e focaliza as áreas de Matemática, Ciências e
Leitura. O estudo se realiza a cada três anos e em cada ciclo enfatiza uma
dessas áreas: em 2000 foi a Leitura, em 2003 a Matemática e em 2006, foi
Ciências. A área enfatizada concentra aproximadamente 60% da indagação nas
provas, restando para as outras duas áreas aproximadamente 20% cada uma.
O que
se pretende medir no PISA é, assim, o nível de alfabetização dos alunos de 15 anos
de idade em cada uma das áreas referidas. O conceito de alfabetização tal como
é utilizado no PISA remete para a capacidade dos alunos aplicarem os seus
conhecimentos e analisarem, raciocinarem e comunicarem com eficiência, à medida
que colocam, resolvem e interpretam problemas numa variedade de situações
concretas (OECD, 1999 e 2003; GAVE, 2001).
O
aspecto essencial do PISA é o de assentar numa avaliação incidindo nas competências
que evidenciem o que os jovens de 15 anos sabem, valorizam e são capazes de
fazer em contextos pessoais, sociais e globais. Esta perspectiva difere das que
se baseiam exclusiva e exaustivamente nos currículos oficiais; no entanto,
inclui problemas situados em contextos educativos e profissionais e reconhece o
papel essencial do conhecimento, dos métodos, atitudes e valores que definem as
disciplinas científicas. A expressão que melhor descreve o objeto de avaliação
nas diferentes áreas no PISA é a de alfabetização.
De
acordo com o PISA 2006 alfabetização cientifica é o uso de conceitos
científicos necessários para compreender e ajudar a tomar decisões sobre o
mundo natural, bem como a capacidade de reconhecer e explicar questões
científicas, fazer uso de evidências, tirar conclusões com base científica e
comunicar essas conclusões. No âmbito do PISA 2006, alfabetização científica
refere-se, em termos individuais:
− ao conhecimento científico, e à
utilização desse conhecimento para identificar questões, adquirir novos
conhecimentos, explicar fenômenos científicos e elaborar conclusões
fundamentadas sobre questões relacionadas à ciência;
− à compreensão das
características próprias da ciência enquanto forma de conhecimento e de
investigação;
− à consciência do modo como
ciência e tecnologia influenciam os ambientes material, intelectual e cultural
das sociedades;
− à vontade de envolvimento em
questões relacionadas à ciência e ao conhecimento científico, enquanto cidadão
consciente (OCDE, 2006b).
O
estudo do PISA 2006 consiste de instrumentos de avaliação obrigatória como:
testes de estudantes, questionário de estudante e um questionário escolar, sendo
que cada questionário tem um tempo máximo de 30 minutos para ser concluído.
Além
dos itens obrigatórios há também os itens opcionais que consiste em um
questionário sobre o uso da TIC (Tecnologia de Informação e Comunicação) e um questionário
aos pais que visa avaliar as visualizações dos pais na escola de seus filhos,
entre outros.
Os
itens de avaliação do PISA 2006 foram dispostos em unidades-grupos de itens
baseados em estímulos comum como trechos de textos, gráficos, tabelas, etc.
Apresentam como vantagem o emprego de contextos de forma real refletindo dessa
forma a complexidade de situações vividas.
Um
grupo de peritos do PISA composto por especialistas representantes da OECD
supervisionou todos os itens desde a formulação até o desenvolvimento de acordo
com as exigências do Conselho Diretivo PISA (PGB).
Foram
utilizados os seguintes formatos de itens para o PISA 2006:
·
1/3 - itens de
múltipla escolha;
·
1/3 - itens
fechados de resposta construída (sim/não, certo/errado);
·
1/3 - itens
abertos que exigiam resposta por escrito e com explicação ou justificativa;
Esta
avaliação foi realizada em 57 países no total de 42 línguas diferentes exigindo
a produção de 77 versões nacionais de instrumentos de pesquisas e envolveu
aproximadamente 95.000 estudantes.
O PISA
2006 fornece uma comparação da alfabetização científica dos alunos dos países
participantes. Trata-se de uma avaliação de competências, de conhecimentos, e
de atitudes tal como se apresentam ou estão relacionados com os contextos. Os
contextos utilizados nos itens de avaliação são escolhidos à luz da sua
relevância face aos interesses e à vida dos alunos. Para facilitar a interpretação
dos resultados, o PISA estabeleceu em cada domínio ou área de avaliação vários
níveis de desempenho, baseados na classificação da pontuação associada às
habilidades que os estudantes devem possuir para alcançar a pontuação
correspondente. A escala contendo seis níveis, do Nível 1 ao 6, permite
catalogar o desempenho dos estudantes e descrever o que são capazes de fazer
nas três seguintes competências: identificação de assuntos científicos;
explicação científica de fenômenos; e utilização de evidência científica.
A
participação no PISA tem aumentado continuamente desde o primeiro levantamento,
em 2000. O número cada vez maior de participantes demonstra confiança no Pisa
como importante instrumento de pesquisa, fornecendo dados comparativos
internacionais sobre os resultados críticos em sistemas educacionais.
Alberto,
Ana Cláudia, Renata e Roberta.

Em termos de Brasil, os dois não se encaixariam, pois não é dada a importância necessária à educação científica e à alfabetização científica. Existem alguns projetos que visam o desenvolvimento do conhecimento científico para estudantes de nível superior como o Ciências Sem Fronteiras, mas para projetos voltados para o desenvolvimento dos conhecimentos científicos de base (ensino infantil, fundamental e médio) ainda são pouco notórios. Trazendo o segundo artigo para exemplificar esta resposta, o PISA contribui significativamente para apresentar os níveis de conhecimento científico nos países da Europa, visto que existe uma preocupação na reformulação curricular das ciências nos cursos iniciais escolares, e os resultados são bem significativos. Portanto, com relação aos países europeus e norte-americanos, o PISA é visto como indicador para um melhor desenvolvimento da ciência visando o futuro dos países, em contrapartida, o PISA pode ser um instrumento que sirva apenas para informar dados sem quase nenhuma influência na resolução dos problemas do ensino de ciências.
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