domingo, 11 de maio de 2014

Resumo do Artigo sobre Alfabetização Científica e Reforma Currícular

A alfabetização científica tornou-se mal definida e difusa devido às suas várias definições acerca de suas ideologias, porém, segundo o autor, a sua indefinição é a chave para sua permanência nos debates sobre o termo. O autor busca em seu trabalho buscar as tentativas de melhorar a educação científica em vários países europeus e como o desenvolvimento da área na Europa influenciou outros países. Parece que a educação científica atualmente atende a uma minoria de estudantes que irão seguir a carreira científica em detrimento daqueles que poderão utilizar o conhecimento científico como uma ferramenta, isso ocorreu a partir da descontextualização do conhecimento científico quando é desconsiderado o fator histórico e processual da ciência.
Para tal deformação do conhecimento científico, o autor define como paliativa ou solução a abordagem de duas visões da AC: A Visão 1 (interna) diz respeito ao conhecimento científico, suas leis, conceitos, processos e teorias; e a Visão 2 (externa) que trata das questões socioculturais e decisões políticas acerca do conhecimento científico. Para os sujeitos que elaboram o currículo contemporâneo de ciências é possível haver um equilíbrio entre essas duas visões, e esta possibilidade é concordante entre os pesquisadores que defendem e conceituam a AC.
Existem várias justificativas para avançar na área do ensino de ciências na Europa, das quais o autor explicitou com dimensões macro e micro:
Dimensão Macro (coletivo)
Dimensão Micro (indivíduo)
A riqueza nacional depende de uma sólida base em investigação e desenvolvimento para poder competir internacionalmente.
Prosperidade econômica
O apoio público é importante para a continuação da investigação científica.
Mercado de trabalho
Quanto mais as pessoas souberem sobre ciências mais elas saberão o quanto a ciência faz por elas e podem apoiar o esforço científico.
Decisões corretas sobre a saúde
O aumento da participação do público sobre questões científicas gera um aumento na transparência em processos decisórios e conduzirá a uma maior confiança das pessoas sobre situações controversas da ciência.
Aumento da confiança na ciência e na tecnologia

Redução do risco pessoal

Essas justificativas trazem a concepção de que é necessário preparar os jovens para um futuro que exigirá deles um bom conhecimento sobre ciências, então, seria necessário equipar cientificamente os cidadãos para serem capazes de realizarem escolhas através do raciocínio crítico e pensamento científico.
A partir destas justificativas foram elaboradas algumas reformas curriculares em países da Europa para lidar com os problemas da educação científica. Na Grã-Bretanha, o projeto Ciência do Século XXI voltado para crianças entre 14 e 16 anos tem como premissa a exploração de temas das ciências e um conjunto de ideias sobre ciências a partir de um curso específico, que seria posteriormente dado continuação em um curso acadêmico de ciências para aqueles que desejarem seguir a carreira de cientista. Neste currículo são determinantes duas características da AC: a ênfase sobre como a ciência funciona e a ênfase sobre os conceitos científicos.
Na Holanda ocorreram duas situações de reforma curricular: A preocupação em ocupar mais de 10% do tempo escolar com um assunto novo sobre “Ciências Naturais Gerais”, o qual não obteve muito sucesso; e outra da qual foi destinada a incentivar estudantes que sabiam mais os conceitos científicos e ajudavam os colegas que estavam mais atrasados. Essas duas iniciativas pretendem atrais os alunos mais capazes às ciências e ao mesmo tempo ensinar ciências de forma relevante aos outros alunos.
A reforma curricular na Turquia consistia em inserir os conceitos desde o primeiro nível de ensino ao oitavo nível, a partir de áreas de aprendizagem, os quais são trabalhados gradualmente, desenvolvendo competências ao final no ensino secundário. Essas áreas buscam criar ambientes de aprendizagem onde o aluno participa ativamente a partir de diversas estratégias de ensino, o que pode caracterizar-se como uma reforma no âmbito da AC.
Os projetos europeus Pollen e Sinus buscam respectivamente, dar ênfase ao ensino por investigação e fornecer ferramentas para que os professores mudem suas abordagens pedagógicas no ensino de ciências.
Além destas, outras reformas curriculares podem ter origem na Europa, apesar de que as reformas na América do Norte, África e Austrália visavam a criação de uma dimensão para o currículo, no lugar da criação de um curso especial. A especificidade destas reformas estão no direcionamento e adaptação dos currículos às necessidades dos alunos, o que proporcionou uma maior autonomia para cada escola, a partir de um currículo amplo, idealizado, multi-objetivo e que permite e facilita para uma educação mais adaptável às diversas realidades.
Nestas perspectivas de reformas curriculares, o autor elenca três dimensões da alfabetização científica para serem trabalhadas e desenvolvidas nos currículos de ciências: Cívica, prática e cultural. O autor explica ainda que a quebra da AC em três dimensões podem auxiliar na formulação de um currículo de ciências que atenda às necessidades dos diferentes alunos.


Pergunta para discussão: Como as perspectivas da Alfabetização Científica se aproximam da renovação curricular do ensino de ciências nos países da Europa citados no texto?

Andreus, Caique, Carlos, Maurício

Vídeo usado na apresentação:

Slides da Apresentação:

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Colegas, não entendi muito bem a pergunta de vocês, quais seriam as perspectivas da Alfabetização Cientifica? Seriam as justificativas citadas no artigo (Dimensão Macro e Dimensão Micro? Ou seriam as três dimensões da alfabetização científica (Cívica, prática e cultural)?

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  3. Olá Sofia, você deve responder como a AC se aproxima das propostas de renovação curriculares nos países da Europa. Em todos os países existe um currículo que vise a AC ou apresentam alguns elementos que não são compatíveis com a proposta do ensino de ciências segundo a AC? Quais esses elementos que definem as reformas curriculares como próximas da AC e quais não apresentam esses elementos? O autor deixa claro, porém, na sua visão crítica sobre o artigo, você pode comentar algo sobre isso. Abraços.

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