A alfabetização científica
tornou-se mal definida e difusa devido às suas várias definições acerca de suas
ideologias, porém, segundo o autor, a sua indefinição é a chave para sua
permanência nos debates sobre o termo. O autor busca em seu trabalho buscar as
tentativas de melhorar a educação científica em vários países europeus e como o
desenvolvimento da área na Europa influenciou outros países. Parece que a
educação científica atualmente atende a uma minoria de estudantes que irão
seguir a carreira científica em detrimento daqueles que poderão utilizar o conhecimento
científico como uma ferramenta, isso ocorreu a partir da descontextualização do
conhecimento científico quando é desconsiderado o fator histórico e processual
da ciência.
Para tal deformação do
conhecimento científico, o autor define como paliativa ou solução a abordagem
de duas visões da AC: A Visão 1 (interna) diz respeito ao conhecimento
científico, suas leis, conceitos, processos e teorias; e a Visão 2 (externa)
que trata das questões socioculturais e decisões políticas acerca do
conhecimento científico. Para os sujeitos que elaboram o currículo
contemporâneo de ciências é possível haver um equilíbrio entre essas duas
visões, e esta possibilidade é concordante entre os pesquisadores que defendem
e conceituam a AC.
Existem várias justificativas
para avançar na área do ensino de ciências na Europa, das quais o autor explicitou
com dimensões macro e micro:
Dimensão
Macro (coletivo)
|
Dimensão
Micro (indivíduo)
|
A
riqueza nacional depende de uma sólida base em investigação e desenvolvimento
para poder competir internacionalmente.
|
Prosperidade
econômica
|
O
apoio público é importante para a continuação da investigação científica.
|
Mercado
de trabalho
|
Quanto
mais as pessoas souberem sobre ciências mais elas saberão o quanto a ciência
faz por elas e podem apoiar o esforço científico.
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Decisões
corretas sobre a saúde
|
O
aumento da participação do público sobre questões científicas gera um aumento
na transparência em processos decisórios e conduzirá a uma maior confiança
das pessoas sobre situações controversas da ciência.
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Aumento
da confiança na ciência e na tecnologia
|
Redução
do risco pessoal
|
Essas justificativas trazem a
concepção de que é necessário preparar os jovens para um futuro que exigirá
deles um bom conhecimento sobre ciências, então, seria necessário equipar cientificamente
os cidadãos para serem capazes de realizarem escolhas através do raciocínio
crítico e pensamento científico.
A partir destas justificativas
foram elaboradas algumas reformas curriculares em países da Europa para lidar
com os problemas da educação científica. Na Grã-Bretanha, o projeto Ciência do
Século XXI voltado para crianças entre 14 e 16 anos tem como premissa a
exploração de temas das ciências e um conjunto de ideias sobre ciências a
partir de um curso específico, que seria posteriormente dado continuação em um
curso acadêmico de ciências para aqueles que desejarem seguir a carreira de
cientista. Neste currículo são determinantes duas características da AC: a
ênfase sobre como a ciência funciona e a ênfase sobre os conceitos científicos.
Na Holanda ocorreram duas
situações de reforma curricular: A preocupação em ocupar mais de 10% do tempo
escolar com um assunto novo sobre “Ciências Naturais Gerais”, o qual não obteve
muito sucesso; e outra da qual foi destinada a incentivar estudantes que sabiam
mais os conceitos científicos e ajudavam os colegas que estavam mais atrasados.
Essas duas iniciativas pretendem atrais os alunos mais capazes às ciências e ao
mesmo tempo ensinar ciências de forma relevante aos outros alunos.
A reforma curricular na Turquia
consistia em inserir os conceitos desde o primeiro nível de ensino ao oitavo
nível, a partir de áreas de aprendizagem, os quais são trabalhados
gradualmente, desenvolvendo competências ao final no ensino secundário. Essas
áreas buscam criar ambientes de aprendizagem onde o aluno participa ativamente
a partir de diversas estratégias de ensino, o que pode caracterizar-se como uma
reforma no âmbito da AC.
Os projetos europeus Pollen e
Sinus buscam respectivamente, dar ênfase ao ensino por investigação e fornecer
ferramentas para que os professores mudem suas abordagens pedagógicas no ensino
de ciências.
Além destas, outras reformas
curriculares podem ter origem na Europa, apesar de que as reformas na América
do Norte, África e Austrália visavam a criação de uma dimensão para o
currículo, no lugar da criação de um curso especial. A especificidade destas
reformas estão no direcionamento e adaptação dos currículos às necessidades dos
alunos, o que proporcionou uma maior autonomia para cada escola, a partir de um
currículo amplo, idealizado, multi-objetivo e que permite e facilita para uma
educação mais adaptável às diversas realidades.
Nestas perspectivas de reformas
curriculares, o autor elenca três dimensões da alfabetização científica para serem
trabalhadas e desenvolvidas nos currículos de ciências: Cívica, prática e
cultural. O autor explica ainda que a quebra da AC em três dimensões podem
auxiliar na formulação de um currículo de ciências que atenda às necessidades
dos diferentes alunos.
Pergunta para discussão: Como as perspectivas da Alfabetização Científica se aproximam da renovação curricular do ensino de
ciências nos países da Europa citados no texto?
Andreus, Caique, Carlos, Maurício
Vídeo usado na apresentação:
Slides da Apresentação:
Andreus, Caique, Carlos, Maurício
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Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirColegas, não entendi muito bem a pergunta de vocês, quais seriam as perspectivas da Alfabetização Cientifica? Seriam as justificativas citadas no artigo (Dimensão Macro e Dimensão Micro? Ou seriam as três dimensões da alfabetização científica (Cívica, prática e cultural)?
ResponderExcluirOlá Sofia, você deve responder como a AC se aproxima das propostas de renovação curriculares nos países da Europa. Em todos os países existe um currículo que vise a AC ou apresentam alguns elementos que não são compatíveis com a proposta do ensino de ciências segundo a AC? Quais esses elementos que definem as reformas curriculares como próximas da AC e quais não apresentam esses elementos? O autor deixa claro, porém, na sua visão crítica sobre o artigo, você pode comentar algo sobre isso. Abraços.
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