segunda-feira, 19 de maio de 2014
Reconceptualizing the teaching of controversial issues
Reconceituar o Ensino de Temas Controversos
A ciência é um processo que envolve conhecimentos específicos entrelaçada com questões sociais, construindo teorias na busca por entender e ‘desvendar’ fenômenos. E nesse processo muitos assuntos/teorias/novidades científicas são vistas como controversa isto porque a ciência é vista como linear, neutra e verdadeira.
Uma questão considerada controversa é aquela em que um número significativo de pessoas discutem sem chegar a uma conclusão, essas questões controversas estão presentes em todas as sociedades sendo objeto de intensas discussões. As questões que sustentam a controvérsia muitas vezes estão relacionadas a crenças e valores dos indivíduos envolvidos e interessados na questão. O ensino sobre questões controversas de ciências deve tomar em consideração sua natureza, destacando em especial que, os grupos da sociedade possuem pontos de vista diferentes e que as visões de mundo destes grupos influenciam em seus argumentos.
Ao longo das últimas décadas do século XX uma série de Educadores em Ciência chamam atenção para o currículo de ciências no sentido da inclusão dos aspectos políticos, sociais e econômico dos temas controversos. Uma vez que tanto alunos quanto professores precisam ter algum entendimento sobre a natureza de questões controversas para fomentar o desenvolvimento de cidadãos cientificamente alfabetizados.
Nessa perspectiva os autores discutem uma considerável variedade de abordagens pedagógicas que podem ser utilizadas no ensino de questões controversas, no entanto enfatizam que tais abordagens possuem suas limitações, uma vez que não há consenso em relação à noção do professor se manter neutro durante a discussão que envolve questões controversas.
Assim, faz-se necessário reconceituar o ensino à luz de uma melhor compreensão da natureza da controvérsia para se desenvolver abordagens pedagógicas convergentes com as discussões supracitadas.
O ensino dessa ciência deve permear a discussão do processo de forma a entender e explicitar os muitos erros e os “incisivos acertos”, e que estes “acertos” veem carregados de valores e interesses dos cientistas e das agências financiadoras. Os autores destacam que uma Pedagogia eficaz promove um ensino que concentre sobre a natureza da controvérsia e questões controversas, motivando os alunos a reconhecer que a postura de uma pessoa sobre uma questão será afetado por sua visão de mundo. Enfatiza a importância dos professores oferecerem aos alunos competências e habilidades necessárias para agirem criticamente em sua realidade e ambos compartilharem suas opiniões, contribuindo assim para uma reformulação do currículo e das práticas pedagógicas.
Por: Acta Maiara; Hadassa; Edcleide e Keici.
Por que trabalhar temas controversos em sala de aula? Como esses temas se relacionam com o processos de Alfabetização Científica?
sábado, 17 de maio de 2014
ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA NOS ANOS INICIAIS: ESCRITA E DESENHO NAS AULAS DE CIÊNCIAS
Neste trabalho utilizamos as ideias das
autoras Carla Marques Alvarenga de Oliveira, Anna Maria Pessoa de Carvalho e
Lúcia Helena Sasseron para tratar sobre o tema “Escrita e desenho nas aulas de
Ciências do Ensino Fundamental”, indicando a Alfabetização Científica como
elemento norteador na elaboração dos currículos para dar conta de promover um
ensino capaz de levar os alunos a
investigarem temas das ciências e a discutirem suas inter-relações com a
sociedade e o ambiente.
O artigo “Escrevendo em aulas de
ciências” de Oliveira e Carvalho (2005) procura mostrar um panorama de como
aparecem os registros realizados pelos
alunos do 3º ano do Ensino Fundamental, em que a professora utilizou as
atividades de conhecimento físico, criadas pelo Laboratório de Pesquisa de
Ensino de Física da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Os
alunos foram levados a resolver situações problemáticas por meio da
experimentação, argumentar e escrever sobre os fenômenos físicos. Partindo de
uma reflexão da prática escolar, surgiu a necessidade de relacionar os estudos
de Ciências realizados com os estudos de linguagem, já que na sala de aula os
conhecimentos não aparecem estanques e isolados.
O segundo artigo analisado “Escrita e Desenho: Análise de registros elaborados por alunos do Ensino
Fundamental em aulas de Ciências” (2010),
tem como objetivo perceber a
construção do conhecimento sobre temas das ciências e as relações dos mesmos com situações de
nosso dia-a-dia por meio das tecnologias produzias e dos impactos que podem ser
causados ao meio ambiente. Não é a preocupação central deste trabalho tratar
com profundidade a Alfabetização Cientifica e sim discutir suas bases e aqueles
que podem ser vistos como os eixos estruturantes a serem considerados no
planejamento de propostas que objetivem a Alfabetização Cientifica.
Com base nas autoras
Oliveira e Carvalho (2005), ao discutir ideias e desenvolver a escrita de
textos consolidam um importante mecanismo para a criação de um sistema
conceitual coerente nas aulas de ciências. Sendo assim, falar, ouvir e procurar
uma explicação a respeito do que está estudando, escrever e desenhar, configura
uma expressão em diversas linguagens que
ajuda a solidificar e sistematizar o que já foi aprendido.
O aluno ao argumentar
fazendo referencia aos conceitos aprendidos está processando cognitivamente o
que compreendeu na determinada abordagem de conhecimentos científicos. Segundo
Oliveira e Carvalho (2005) a verbalização ajuda no desenvolvimento e
compreensão dos conceitos. Entretanto, a
discussão de ideias e a escrita nas aulas de ciências não são atividades
fundamentais, mas complementares. Sasseron e Carvalho também afirmam que:
Fala e escrita são modalidades complementares.
O uso da escrita como um instrumento para a aprendizagem realça a construção
pessoal do conhecimento, enquanto que o uso da fala para a aprendizagem é
consistente com o pensamento sócio construtivista [...] (SASSERON e CARVALHO,
p. 6, 2010).
No entanto, o emprego dessas duas atividades de linguagem
contribui para a construção do
conhecimento científico. Sendo que, a fala possibilita “gerar, clarificar,
compartilhar e distribuir ideias entre o grupo” e a escrita realça a construção
pessoal do conhecimento, pois refina e consolida ideias novas com conhecimentos
anteriores (OLIVEIRA e CARVALHO, 2005). É importante salientar que além da fala
e escrita o desenho contribui para uma melhor compreensão do texto escrito,
pois a imagem pode ilustrar ou especializar uma informação, ou seja, na
ilustração a imagem apresenta significado já obtido na linguagem escrita, enquanto
a especialização por meio da imagem traz novas informações complementando a
escrita.
Todavia, faz-se
necessário levar os alunos na sala de aula a resolverem problemas por meio da
experimentação, de forma a hipotetizar e argumentar sobre os conceitos
científicos. Os conhecimentos e aptidões dos alunos só serão adquiridos e
desenvolvidos a partir de oportunidades
que os mesmos tenham de refletir, relatar, discutir e explicar suas ações. Cabe
ao professor criar oportunidades de incentivar os alunos a exercerem seus conhecimentos e
aptidões na busca de soluções de
problemas e na aquisição de novos conhecimentos científicos fazendo uso
de variáveis e Eixos Estruturantes que possibilite aos discentes serem alfabetizados cientificamente.
Para Carvalho (2005), as crenças
que o professor possui influenciam suas práticas pedagógicas, isso é verificado
quando o professor desenvolve uma atividade em que os alunos possuem liberdade
para expressarem diferentes hipóteses. Se o docente não compreende que este é um
processo natural do pensamento científico, e que a própria Ciência se
desenvolve desta forma, acabará por interpretar tal atividade como bagunça ou
indisciplina, ao invés de produtiva para a aprendizagem científica dos alunos.
Referencias:
CARVALHO,
L.H. e OLIVEIRA, Carla Marques Alvarenga de. Escrevendo em aulas de Ciências. Ciência & Educação (Bauru),
vol.11, núm.3, 2005, p. 347-366.
SASSERON,
L.H. e CARVALHO, A.M.P. Escrita e
Desenho: Análise de registros elaborados por alunos do Ensino Fundamental em
aulas de Ciências. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências.
Vol. 10 Nº2, 2010
Pergunta
De que forma a
Leitura, a Escrita e o Desenho podem favorecer a Alfabetização Científica dos
alunos nos Anos Iniciais?
Vídeo utilizado na apresentação:
Vídeo utilizado na apresentação:
Slides utilizados na apresentação:
domingo, 11 de maio de 2014
Resumo do Artigo sobre Alfabetização Científica e Reforma Currícular
A alfabetização científica
tornou-se mal definida e difusa devido às suas várias definições acerca de suas
ideologias, porém, segundo o autor, a sua indefinição é a chave para sua
permanência nos debates sobre o termo. O autor busca em seu trabalho buscar as
tentativas de melhorar a educação científica em vários países europeus e como o
desenvolvimento da área na Europa influenciou outros países. Parece que a
educação científica atualmente atende a uma minoria de estudantes que irão
seguir a carreira científica em detrimento daqueles que poderão utilizar o conhecimento
científico como uma ferramenta, isso ocorreu a partir da descontextualização do
conhecimento científico quando é desconsiderado o fator histórico e processual
da ciência.
Para tal deformação do
conhecimento científico, o autor define como paliativa ou solução a abordagem
de duas visões da AC: A Visão 1 (interna) diz respeito ao conhecimento
científico, suas leis, conceitos, processos e teorias; e a Visão 2 (externa)
que trata das questões socioculturais e decisões políticas acerca do
conhecimento científico. Para os sujeitos que elaboram o currículo
contemporâneo de ciências é possível haver um equilíbrio entre essas duas
visões, e esta possibilidade é concordante entre os pesquisadores que defendem
e conceituam a AC.
Existem várias justificativas
para avançar na área do ensino de ciências na Europa, das quais o autor explicitou
com dimensões macro e micro:
Dimensão
Macro (coletivo)
|
Dimensão
Micro (indivíduo)
|
A
riqueza nacional depende de uma sólida base em investigação e desenvolvimento
para poder competir internacionalmente.
|
Prosperidade
econômica
|
O
apoio público é importante para a continuação da investigação científica.
|
Mercado
de trabalho
|
Quanto
mais as pessoas souberem sobre ciências mais elas saberão o quanto a ciência
faz por elas e podem apoiar o esforço científico.
|
Decisões
corretas sobre a saúde
|
O
aumento da participação do público sobre questões científicas gera um aumento
na transparência em processos decisórios e conduzirá a uma maior confiança
das pessoas sobre situações controversas da ciência.
|
Aumento
da confiança na ciência e na tecnologia
|
Redução
do risco pessoal
|
Essas justificativas trazem a
concepção de que é necessário preparar os jovens para um futuro que exigirá
deles um bom conhecimento sobre ciências, então, seria necessário equipar cientificamente
os cidadãos para serem capazes de realizarem escolhas através do raciocínio
crítico e pensamento científico.
A partir destas justificativas
foram elaboradas algumas reformas curriculares em países da Europa para lidar
com os problemas da educação científica. Na Grã-Bretanha, o projeto Ciência do
Século XXI voltado para crianças entre 14 e 16 anos tem como premissa a
exploração de temas das ciências e um conjunto de ideias sobre ciências a
partir de um curso específico, que seria posteriormente dado continuação em um
curso acadêmico de ciências para aqueles que desejarem seguir a carreira de
cientista. Neste currículo são determinantes duas características da AC: a
ênfase sobre como a ciência funciona e a ênfase sobre os conceitos científicos.
Na Holanda ocorreram duas
situações de reforma curricular: A preocupação em ocupar mais de 10% do tempo
escolar com um assunto novo sobre “Ciências Naturais Gerais”, o qual não obteve
muito sucesso; e outra da qual foi destinada a incentivar estudantes que sabiam
mais os conceitos científicos e ajudavam os colegas que estavam mais atrasados.
Essas duas iniciativas pretendem atrais os alunos mais capazes às ciências e ao
mesmo tempo ensinar ciências de forma relevante aos outros alunos.
A reforma curricular na Turquia
consistia em inserir os conceitos desde o primeiro nível de ensino ao oitavo
nível, a partir de áreas de aprendizagem, os quais são trabalhados
gradualmente, desenvolvendo competências ao final no ensino secundário. Essas
áreas buscam criar ambientes de aprendizagem onde o aluno participa ativamente
a partir de diversas estratégias de ensino, o que pode caracterizar-se como uma
reforma no âmbito da AC.
Os projetos europeus Pollen e
Sinus buscam respectivamente, dar ênfase ao ensino por investigação e fornecer
ferramentas para que os professores mudem suas abordagens pedagógicas no ensino
de ciências.
Além destas, outras reformas
curriculares podem ter origem na Europa, apesar de que as reformas na América
do Norte, África e Austrália visavam a criação de uma dimensão para o
currículo, no lugar da criação de um curso especial. A especificidade destas
reformas estão no direcionamento e adaptação dos currículos às necessidades dos
alunos, o que proporcionou uma maior autonomia para cada escola, a partir de um
currículo amplo, idealizado, multi-objetivo e que permite e facilita para uma
educação mais adaptável às diversas realidades.
Nestas perspectivas de reformas
curriculares, o autor elenca três dimensões da alfabetização científica para serem
trabalhadas e desenvolvidas nos currículos de ciências: Cívica, prática e
cultural. O autor explica ainda que a quebra da AC em três dimensões podem
auxiliar na formulação de um currículo de ciências que atenda às necessidades
dos diferentes alunos.
Pergunta para discussão: Como as perspectivas da Alfabetização Científica se aproximam da renovação curricular do ensino de
ciências nos países da Europa citados no texto?
Andreus, Caique, Carlos, Maurício
Vídeo usado na apresentação:
Slides da Apresentação:
Andreus, Caique, Carlos, Maurício
Vídeo usado na apresentação:
Slides da Apresentação:
Texto do PISA, Seminário do dia 12 de maio.
Resumo
O PISA
é um estudo internacional sobre os conhecimentos e as competências dos alunos
de 15 anos avaliando o modo como estes alunos, que se encontram perto de
completar ou que já completaram a escolaridade obrigatória adquiriram alguns
dos conhecimentos e das competências essenciais para a participação ativa na
sociedade (OECD, 1999), tornando-se um desafio para as escolas se adaptarem
cada vez mais à vida moderna.
Trata-se
de uma avaliação sistemática, prospectiva e comparativa no nível internacional,
que teve início no ano 2000 e focaliza as áreas de Matemática, Ciências e
Leitura. O estudo se realiza a cada três anos e em cada ciclo enfatiza uma
dessas áreas: em 2000 foi a Leitura, em 2003 a Matemática e em 2006, foi
Ciências. A área enfatizada concentra aproximadamente 60% da indagação nas
provas, restando para as outras duas áreas aproximadamente 20% cada uma.
O que
se pretende medir no PISA é, assim, o nível de alfabetização dos alunos de 15 anos
de idade em cada uma das áreas referidas. O conceito de alfabetização tal como
é utilizado no PISA remete para a capacidade dos alunos aplicarem os seus
conhecimentos e analisarem, raciocinarem e comunicarem com eficiência, à medida
que colocam, resolvem e interpretam problemas numa variedade de situações
concretas (OECD, 1999 e 2003; GAVE, 2001).
O
aspecto essencial do PISA é o de assentar numa avaliação incidindo nas competências
que evidenciem o que os jovens de 15 anos sabem, valorizam e são capazes de
fazer em contextos pessoais, sociais e globais. Esta perspectiva difere das que
se baseiam exclusiva e exaustivamente nos currículos oficiais; no entanto,
inclui problemas situados em contextos educativos e profissionais e reconhece o
papel essencial do conhecimento, dos métodos, atitudes e valores que definem as
disciplinas científicas. A expressão que melhor descreve o objeto de avaliação
nas diferentes áreas no PISA é a de alfabetização.
De
acordo com o PISA 2006 alfabetização cientifica é o uso de conceitos
científicos necessários para compreender e ajudar a tomar decisões sobre o
mundo natural, bem como a capacidade de reconhecer e explicar questões
científicas, fazer uso de evidências, tirar conclusões com base científica e
comunicar essas conclusões. No âmbito do PISA 2006, alfabetização científica
refere-se, em termos individuais:
− ao conhecimento científico, e à
utilização desse conhecimento para identificar questões, adquirir novos
conhecimentos, explicar fenômenos científicos e elaborar conclusões
fundamentadas sobre questões relacionadas à ciência;
− à compreensão das
características próprias da ciência enquanto forma de conhecimento e de
investigação;
− à consciência do modo como
ciência e tecnologia influenciam os ambientes material, intelectual e cultural
das sociedades;
− à vontade de envolvimento em
questões relacionadas à ciência e ao conhecimento científico, enquanto cidadão
consciente (OCDE, 2006b).
O
estudo do PISA 2006 consiste de instrumentos de avaliação obrigatória como:
testes de estudantes, questionário de estudante e um questionário escolar, sendo
que cada questionário tem um tempo máximo de 30 minutos para ser concluído.
Além
dos itens obrigatórios há também os itens opcionais que consiste em um
questionário sobre o uso da TIC (Tecnologia de Informação e Comunicação) e um questionário
aos pais que visa avaliar as visualizações dos pais na escola de seus filhos,
entre outros.
Os
itens de avaliação do PISA 2006 foram dispostos em unidades-grupos de itens
baseados em estímulos comum como trechos de textos, gráficos, tabelas, etc.
Apresentam como vantagem o emprego de contextos de forma real refletindo dessa
forma a complexidade de situações vividas.
Um
grupo de peritos do PISA composto por especialistas representantes da OECD
supervisionou todos os itens desde a formulação até o desenvolvimento de acordo
com as exigências do Conselho Diretivo PISA (PGB).
Foram
utilizados os seguintes formatos de itens para o PISA 2006:
·
1/3 - itens de
múltipla escolha;
·
1/3 - itens
fechados de resposta construída (sim/não, certo/errado);
·
1/3 - itens
abertos que exigiam resposta por escrito e com explicação ou justificativa;
Esta
avaliação foi realizada em 57 países no total de 42 línguas diferentes exigindo
a produção de 77 versões nacionais de instrumentos de pesquisas e envolveu
aproximadamente 95.000 estudantes.
O PISA
2006 fornece uma comparação da alfabetização científica dos alunos dos países
participantes. Trata-se de uma avaliação de competências, de conhecimentos, e
de atitudes tal como se apresentam ou estão relacionados com os contextos. Os
contextos utilizados nos itens de avaliação são escolhidos à luz da sua
relevância face aos interesses e à vida dos alunos. Para facilitar a interpretação
dos resultados, o PISA estabeleceu em cada domínio ou área de avaliação vários
níveis de desempenho, baseados na classificação da pontuação associada às
habilidades que os estudantes devem possuir para alcançar a pontuação
correspondente. A escala contendo seis níveis, do Nível 1 ao 6, permite
catalogar o desempenho dos estudantes e descrever o que são capazes de fazer
nas três seguintes competências: identificação de assuntos científicos;
explicação científica de fenômenos; e utilização de evidência científica.
A
participação no PISA tem aumentado continuamente desde o primeiro levantamento,
em 2000. O número cada vez maior de participantes demonstra confiança no Pisa
como importante instrumento de pesquisa, fornecendo dados comparativos
internacionais sobre os resultados críticos em sistemas educacionais.
Alberto,
Ana Cláudia, Renata e Roberta.
segunda-feira, 28 de abril de 2014
notas
Apelido
|
Ex. 1
|
Ex. 2
|
Ex. 3
|
Ex. 4
|
Aberto Baú
|
0
|
0,7
|
0,5
|
0,7
|
Astianax
Ducel
|
0,5
|
0,7
|
0,5
|
1
|
Boaventura
|
0
|
0
|
1
|
0,7
|
Butt UESC -
Butterfly
|
0,5
|
0,5
|
1
|
0,7
|
Calango frito
|
0,5
|
|||
Constelação
|
0,7
|
0,7
|
1
|
1
|
Desconhecido
|
0,5
|
0,7
|
0,5
|
|
Dr.
Manhattan
|
0,5
|
0,5
|
1
|
1
|
J.P.
Bronckart
|
0,7
|
0,5
|
0,5
|
0,7
|
NolácioEspiridinoPutrefádio
|
0
|
1
|
1
|
|
P.S. Rosa
|
0,5
|
0,5
|
0,7
|
0,7
|
Pessoa
Amável
|
0,5
|
0
|
0,5
|
0,5
|
Sedioneda e
Saladgima
|
0,5
|
0,7
|
0,7
|
|
Sofia de
Beauvoir
|
0,5
|
0,5
|
0,5
|
0,7
|
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Exercício 4.
A partir do contexto contemporâneo, de que forma a
alfabetização científica pode qualificar a atuação dos sujeitos no mundo?
Dentro do contexto contemporâneo, vivos cercados por uma
gama de produtos tecnológicos, tais como, TVs digitais em 3 dimensões,
aparelhos celulares de ultima geração, equipamentos médicos que permitem aos
médicos realizarem cirurgias à distância pela internet. Essa gama de produtos
disponíveis em nossa sociedade, são caracterizados por Pietrocola, (2010) como
"produtos e processos criados pela tecnologia contemporânea".
Por outro lado, afirma o autor que, "temos na ciência a possibilidade de partilhar discussões sobre a origem
do universo através de simulações das condições do Big-Bang no acelerador de
partículas LHC".E não só resumindo-se a esta afirmação, temos também,
outras formas de ver e interpretar a natureza a partir do olhar da Física
Quântica e da Relatividade Geral e Restrita de Albert Einstein. Porém, para o
autor, poucos na sociedade são os que conseguem
ultrapassar a impressão imediata de admiração de todo essa espetáculo
oferecido pela ciência. Em geral, notadamente, vemos que não é possível ao
cidadão comum compreender os produtos advindos dos avanços científicos, nem
decodificar/e ou interpretar parte da
informações lhe são transmitida pela mídia. A neste sentido um percepção de que
as pessoas comuns se portam diante desse cenário como os nossos antepassados se
portavam diante do fogo. Ou seja, maravilhados, mas longe de entender o
verdadeiro significado do acontecimento e suas principais consequências na vida
cotidiana. Para Pietrocola, (2010) estabelece-se assim um paradoxo, no qual
pode ser visto da seguinte forma: uma vida
em sociedade que tomou a ciência e a tecnologia como um de seus principais
motores e grande parte da população como analfabetos científicos e
tecnológicos.
Com efeito, preocupado com os fatores políticos, socioeconômicos e
culturais que permeiam o ensino, Fourez, (1994) salienta levando em
consideração os impactos e as transformações possíveis diante de um ensino que
promova a Alfabetização Científica e Tecnológica que, o conceito de ACT poderia
ser um norteador do ensino de ciências em um contexto definido pelo autor de '
crise no ensino de ciências para a cidadania' (FOUREZ, 2003). Para o autor esta
crise já foi percebida por alguma manifestações e vem se tornando, cada vez
mais, temas de grandes conferências internacionais e preocupação máxima dos
grandes projetos de ensino de ciências. Nos quais se destacam o Fórum do
projeto 2000 + da UNESCO realizado em
1993 e o termo " a Nation at Risk" proposto pela National
Science Teacher Association (NSTA) em 1980.
A qual listou alguns itens que definiam um cidadão Alfabetizado
Cientificamente. Entre eles estão segundo Pietrocola, (p.3, 2010):
" utilizar conceitos científicos e ser capaz de integrar valores e
saber-fazer para tomar decisões responsáveis na vida cotidiana;
- reconhecer tanto os limites
quanto a utilidade das ciências e das tecnologias para o progresso do bem-estar
humano;
- conhecer os principais conceitos, hipóteses e teorias científicas e
ser capaz de aplicá-los;
- compreender que a produção de conhecimentos científicos depende tanto
de processos de pesquisa quanto de conceitos teóricos"
Assim, pensar de que forma a alfabetização científica pode
qualificar a atuação dos sujeitos no mundo? É pensar e buscar nesses e em
outros critérios de indicadores da Alfabetização Científica e Tecnológica estratégias
de ensino aprendizagem que promovam uma efetiva AC ou ACT a população de um
modo geral. E importantes passos já foram dados, como por exemplo, os trabalhos
realizados por pesquisadores como ( SASSERON e CARVALHO, 2008), no Brasil. Nos
quais, apontam a necessidade de iniciar o processo de AC já nas séries iniciais
do ensino de ciências e desenvolvem estratégias de ensino aprendizagem através
Sequências de Ensino de ciências para
apontar os indicadores da AC e promover ao longo dos estudos dos alunos uma
sequência de ensino que os favoreçam nessa grande jornada para a compreensão da
linguagem científica e suas repercussões nos contextos sociais.
Autor: Desconhecido
Referencia
FOUREZ. CRISE NO
ENSINO DE CIÊNCIAS?(Crisis in science teaching?). Investigações em Ensino de
Ciências (2003).
FOUREZ, G., Alfabetización
científica y tecnológica. Buenos Aires: Ediciones Colihue. (Coleccion Nuevos
Caminos), 1994.
PIETROCOLA, M. Inovação Curricular e Gerenciamento de Riscos Didático-Pedagógicos:
o ensino de conteúdos de Física Moderna e Contemporânea na escola média. Faculdade de Educação – USP - Outubro de 2010.
Sasseron, L; Carvalho, A. M. P.; Almejando a Alfabetização Científica no Ensino Fundamental:
A proposição e a procura por indicadores do processo. Rev. Investigação no
Ensino de Ciência, v.13,n3,p.333-345,2008.
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Atividade 4: Basta o Ozônio
Basta o ozônio
Hoje uma estudante comentou em sala que em um observatório,
o condutor das atividades mencionou que em dada lua de Júpiter existe uma
atmosfera “parecida com a da Terra. Tem até ozônio!”. Completou a colocação
dizendo que numa possível migração em massa da humanidade, esse seria um lugar
habitável. Aproveitei para questioná-los e desafiá-los a apresentar argumentos
que mostrem que uma “atmosfera parecida” com a da Terra não é condição única
para a manutenção da vida. Agora, reflito no papel das diversas fontes de
informação que cercam nossos estudantes despejando acriticamente informações
sobre ciência. E por conseqüência, o papel da escola nisso tudo. As mesmas
autoras do texto sugerido, em outro trabalho, apontam os chamados eixos
estruturantes para o processo de AC: conhecimento dos termos e conceitos
científicos, compreensão da natureza das ciências e dos fatores éticos e políticos
que influenciam e são influenciadas, e o entendimento das relações CTS (SASSERON,
CARVALHO, 2011). Alicerçar-se nesses eixos é o caminho que talvez descreva o
papel da escola no processo. Mas como fazê-lo? O texto sugerido como referência
principal descreve alguns indicadores a serem buscados durante o processo (SASSERON,
CARVALHO, 2008). A proposta didática do trabalho parece se basear na problematização
de fenômenos, obtenção de dados relacionados, discussão dos dados, e argumentação.
É válido ressaltar que esses pontos não são necessariamente etapas cronológicas
a serem seguidas, como um método pré estabelecido, mas de cada um deles emergem
características específicas que sugerem os citados indicadores. Gil Perez et al. (2001) já haviam descrito esses pontos como sendo relevantes para serem
incluídos no currículo de ciências. Almejar a AC nas escolas, independente dos
níveis de ensino, perpassa por um processo de diálogo entre as disciplinas – a fim
de, por exemplo, explorar as relações CTS –, além de resultar de um esforço
metodológico das práticas de ensino. Estas devem ser fundamentadas na
investigação de fenômenos, buscando a argumentação e interpretação destes.
Uma reflexão sobre o assunto remete aos momentos da vida
escolar em que se objetiva alguns dos aspectos apontados nos eixos
estruturantes. Lemke (2006, apud SASSERON, CARVALHO, 2011) justifica que
aspectos diferentes devem ser desenvolvidos em etapas diferentes da formação. Seria
incoerente, por exemplo, nos anos iniciais explorar com ênfase conceitos
científicos ou os fatores éticos e políticos que circundam a ciência, mas, como
no exemplo visto na referência principal da aula, é possível (e até desejável) desenvolver
nos pequenos estudantes habilidades relacionadas ao pensar cientificamente, por
meio da investigação. Então, o fazer AC na escola é também um processo contínuo
ao longo dos anos escolares no qual aos poucos vão sendo buscados fatores
relacionados aos eixos estruturantes do processo.
Referências
Sasseron,
L; Carvalho, A. M. P.; Alfabetização
Científica: uma revisão bibliográfica. Rev. Investigação no Ensino de
Ciências. v. 16, n.1, p. 59-77, 2011.
Sasseron,
L; Carvalho, A. M. P.; Almejando a Alfabetização
Científica no Ensino Fundamental: A proposição e a procura por indicadores
do processo. Rev. Investigação no Ensino de Ciências, v. 13, n. 3, p. 333-345,
2008.
Gil
Perez, D.; Montoro, I. F.; Alís, J. C.; Cachapuz, A.; Praia, J.; Para uma imagem não deformada do trabalho
científico. Rev. Ciência e Educação, v. 7, n. 2, p. 125-153, 2011.
Lamke,
J. L. Investigar para el futuro de la
educación científica: nuevas formas de aprender, nuvas formas de vivir.
Rev. Ensenanza de las ciencias. v.24, n.1, 5-12.
Dr.
Manhattan
Alfabetização científica na escola: como ele pode acontecer?
Alfabetização
científica na escola: como ele pode acontecer?
A
pergunta parece ser bem simples de ser respondida. Todos nós podemos apresentar
uma concepção do que seja Alfabetização Científica (daqui em diante AC) e
baseada nesta concepção, sugerir como ela pode acontecer em um ambiente formal
escolar ou não. Desta forma precisamos sistematizar elementos que estejam
associados a este processo. Em outras palavras, para podermos explicar como pode
acontecer a AC em função da nossa concepção sobre o assunto, é preciso identificar
características ou ações particulares a este processo. Seria ingênuo considerar
que são poucos os conceitos formados sobre AC.
Buscando
bases científicas sobre o que seja AC, Lúcia Helena Sasseron faz um
levantamento das diversas concepções científicas sobro o assunto. Sua busca compreende
a literatura estrangeira e nacional e em ambos os casos ocorrem concepções
distintas sobre a AC. No caso da literatura nacional sobre Ensino de Ciências,
devido a pluralidade semântica, encontra-se termos como “Letramento Científico”,
“Enculturação Científica” ou ainda “Alfabetização Científica” mas que, no
geral, apresentam a mesma preocupação com o ensino de ciências. (Sasseron,
2008, p.10, 11)
Ao
se pensar como pode ocorrer a alfabetização científica na escola, podemos
utilizar das nossas concepções sobre o assunto. Podemos entender que a AC acontece
quando o professor de Ciências (Física, Química ou Biologia) está “passando”
conteúdos em suas respectivas salas de aula através das práticas comuns como as
aulas expositivas, resolução de problemas, leituras dinâmicas, ou através de atividades
práticas. Ou ainda, sob o ponto de vista de uma visão rebuscada e crítica sobre
o assunto, em considerar que a AC deve ser consolidada através de práticas que
proporcionem a formação do indivíduo capaz de organizar seu pensamento de
maneira lógica e posicionar-se criticamente em relação ao mundo que o cerca, a
formar um indivíduo autônomo sobre o processo da construção do seu
conhecimento.
Desta
forma, para posicionar-se criticamente sobre como a AC pode acontecer na sala
de aula precisamos, primeiramente, considerar os referenciais sobre o que seja
Alfabetização Científica. Por exemplo, ao se considerar como referencial as
concepções Freireanas em educação, a AC vislumbra a formação do indivíduo que
possa organizar seu pensamento de maneira lógica e crítica sobre o mundo que o
cerca. Não podemos esquecer também da função do professor por apresenta-se como
elemento mediador para que isto aconteça. Paulo Freire salienta que
receber
“o educador problematizador re-faz, constantemente, seu ato cognoscente, na
cognoscitividade dos educandos. Estes, em lugar de serem recipientes dóceis de
depósitos, são agora investigadores críticos, em diálogo com o educador,
investigador crítico, também.”(Freire, 2002, p. 69)
Assim,
levando em consideração as bases construídas por Paulo Freire, devemos
compreender que a AC acontece quando o professor, ao apresentar-se como
mediador, proporciona “um espaço” de interação, de diálogo, da busca e construção
do conhecimento.
Desta
forma, tendo como base os trabalhos de Sasseron e Carvalho, bem como uma sequência
didática muito bem estruturada, pode-se evidenciar os blocos que abrangem as
habilidades pertinentes a alfabetização científica, estes blocos são
denominados por estes autores como eixos estruturadores da Alfabetização
Cientifica (Sasseron,2008 e Sasseron & Carvalho, 2008): compreensão básica de termos; conhecimentos
e conceitos científicos fundamentais; compreensão da natureza da ciência e dos
fatores éticos e políticos que circundam sua prática; e o entendimento das
relações existentes entre ciência, tecnologia, sociedade e meio-ambiente.
Para
revelar indícios de determinadas habilidades que estão sendo trabalhadas pelos
alunos durante o desenvolvimento da sequência a investigação do problema e a
discussão dos temas científicos, Sasseron e Carvalho (2008) estabelecem a
existência de indicadores deste processo os quais denominam Indicadores da Alfabetização
Científica.
Concebemos,
pois, a alfabetização científica como um estado em constantes modificações e
construções, dado que, todas as vezes que nossos conhecimentos são
estabelecidos, novas relações precisam surgir, tornando-se cada vez mais
complexa e coesa. Apesar disso, é possível almejá-la e buscar desenvolver
habilidades entre os alunos. Os indicadores
de alfabetização científica têm a função de nos mostrar algumas destrezas
que acreditamos necessárias para vislumbrar se a AC está em processo de
desenvolvimento entre os alunos. (Sasseron, 2010, p. 19).
Dessa
maneira, consideramos que as bases teóricas, anteriormente citadas, constituem
como estruturas imprescindíveis para o desenvolvimento deste trabalho de forma
a proporcionar resultados consistentes no que se diz respeito à utilização das
“novas tecnologias” visando uma melhoria para o processo de ensino-aprendizagem
de Física em referência à Alfabetização Científica.
Saladgima, 2014.
Referências
FREIRE,
Paulo. Pedagogia do Oprimido. 32ed. São Paulo: Paz e Terra, 2002.
184p.
SASSERON, L. H.; CARVALHO, A. M. P. Almejando a alfabetização científica no
Ensino Fundamental: a proposição e a procura de indicadores do processo.
Investigações em Ensino de Ciências, Porto alegre, v. 13, n. 3, p. 333-352,
2008.
SASSERON, Lucia Helena. Alfabetização
científica e documentos oficiais brasileiros: um diálogo na estruturação do
ensino da Física. In: CARVALHO, Anna Maria Pessoa de. Et al. Ensino de Física. São Paulo: Cegange
Leardning, 2010. 158 p.
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