Apelido
|
Ex. 1
|
Ex. 2
|
Ex. 3
|
Ex. 4
|
Aberto Baú
|
0
|
0,7
|
0,5
|
0,7
|
Astianax
Ducel
|
0,5
|
0,7
|
0,5
|
1
|
Boaventura
|
0
|
0
|
1
|
0,7
|
Butt UESC -
Butterfly
|
0,5
|
0,5
|
1
|
0,7
|
Calango frito
|
0,5
|
|||
Constelação
|
0,7
|
0,7
|
1
|
1
|
Desconhecido
|
0,5
|
0,7
|
0,5
|
|
Dr.
Manhattan
|
0,5
|
0,5
|
1
|
1
|
J.P.
Bronckart
|
0,7
|
0,5
|
0,5
|
0,7
|
NolácioEspiridinoPutrefádio
|
0
|
1
|
1
|
|
P.S. Rosa
|
0,5
|
0,5
|
0,7
|
0,7
|
Pessoa
Amável
|
0,5
|
0
|
0,5
|
0,5
|
Sedioneda e
Saladgima
|
0,5
|
0,7
|
0,7
|
|
Sofia de
Beauvoir
|
0,5
|
0,5
|
0,5
|
0,7
|
segunda-feira, 28 de abril de 2014
notas
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Exercício 4.
A partir do contexto contemporâneo, de que forma a
alfabetização científica pode qualificar a atuação dos sujeitos no mundo?
Dentro do contexto contemporâneo, vivos cercados por uma
gama de produtos tecnológicos, tais como, TVs digitais em 3 dimensões,
aparelhos celulares de ultima geração, equipamentos médicos que permitem aos
médicos realizarem cirurgias à distância pela internet. Essa gama de produtos
disponíveis em nossa sociedade, são caracterizados por Pietrocola, (2010) como
"produtos e processos criados pela tecnologia contemporânea".
Por outro lado, afirma o autor que, "temos na ciência a possibilidade de partilhar discussões sobre a origem
do universo através de simulações das condições do Big-Bang no acelerador de
partículas LHC".E não só resumindo-se a esta afirmação, temos também,
outras formas de ver e interpretar a natureza a partir do olhar da Física
Quântica e da Relatividade Geral e Restrita de Albert Einstein. Porém, para o
autor, poucos na sociedade são os que conseguem
ultrapassar a impressão imediata de admiração de todo essa espetáculo
oferecido pela ciência. Em geral, notadamente, vemos que não é possível ao
cidadão comum compreender os produtos advindos dos avanços científicos, nem
decodificar/e ou interpretar parte da
informações lhe são transmitida pela mídia. A neste sentido um percepção de que
as pessoas comuns se portam diante desse cenário como os nossos antepassados se
portavam diante do fogo. Ou seja, maravilhados, mas longe de entender o
verdadeiro significado do acontecimento e suas principais consequências na vida
cotidiana. Para Pietrocola, (2010) estabelece-se assim um paradoxo, no qual
pode ser visto da seguinte forma: uma vida
em sociedade que tomou a ciência e a tecnologia como um de seus principais
motores e grande parte da população como analfabetos científicos e
tecnológicos.
Com efeito, preocupado com os fatores políticos, socioeconômicos e
culturais que permeiam o ensino, Fourez, (1994) salienta levando em
consideração os impactos e as transformações possíveis diante de um ensino que
promova a Alfabetização Científica e Tecnológica que, o conceito de ACT poderia
ser um norteador do ensino de ciências em um contexto definido pelo autor de '
crise no ensino de ciências para a cidadania' (FOUREZ, 2003). Para o autor esta
crise já foi percebida por alguma manifestações e vem se tornando, cada vez
mais, temas de grandes conferências internacionais e preocupação máxima dos
grandes projetos de ensino de ciências. Nos quais se destacam o Fórum do
projeto 2000 + da UNESCO realizado em
1993 e o termo " a Nation at Risk" proposto pela National
Science Teacher Association (NSTA) em 1980.
A qual listou alguns itens que definiam um cidadão Alfabetizado
Cientificamente. Entre eles estão segundo Pietrocola, (p.3, 2010):
" utilizar conceitos científicos e ser capaz de integrar valores e
saber-fazer para tomar decisões responsáveis na vida cotidiana;
- reconhecer tanto os limites
quanto a utilidade das ciências e das tecnologias para o progresso do bem-estar
humano;
- conhecer os principais conceitos, hipóteses e teorias científicas e
ser capaz de aplicá-los;
- compreender que a produção de conhecimentos científicos depende tanto
de processos de pesquisa quanto de conceitos teóricos"
Assim, pensar de que forma a alfabetização científica pode
qualificar a atuação dos sujeitos no mundo? É pensar e buscar nesses e em
outros critérios de indicadores da Alfabetização Científica e Tecnológica estratégias
de ensino aprendizagem que promovam uma efetiva AC ou ACT a população de um
modo geral. E importantes passos já foram dados, como por exemplo, os trabalhos
realizados por pesquisadores como ( SASSERON e CARVALHO, 2008), no Brasil. Nos
quais, apontam a necessidade de iniciar o processo de AC já nas séries iniciais
do ensino de ciências e desenvolvem estratégias de ensino aprendizagem através
Sequências de Ensino de ciências para
apontar os indicadores da AC e promover ao longo dos estudos dos alunos uma
sequência de ensino que os favoreçam nessa grande jornada para a compreensão da
linguagem científica e suas repercussões nos contextos sociais.
Autor: Desconhecido
Referencia
FOUREZ. CRISE NO
ENSINO DE CIÊNCIAS?(Crisis in science teaching?). Investigações em Ensino de
Ciências (2003).
FOUREZ, G., Alfabetización
científica y tecnológica. Buenos Aires: Ediciones Colihue. (Coleccion Nuevos
Caminos), 1994.
PIETROCOLA, M. Inovação Curricular e Gerenciamento de Riscos Didático-Pedagógicos:
o ensino de conteúdos de Física Moderna e Contemporânea na escola média. Faculdade de Educação – USP - Outubro de 2010.
Sasseron, L; Carvalho, A. M. P.; Almejando a Alfabetização Científica no Ensino Fundamental:
A proposição e a procura por indicadores do processo. Rev. Investigação no
Ensino de Ciência, v.13,n3,p.333-345,2008.
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Atividade 4: Basta o Ozônio
Basta o ozônio
Hoje uma estudante comentou em sala que em um observatório,
o condutor das atividades mencionou que em dada lua de Júpiter existe uma
atmosfera “parecida com a da Terra. Tem até ozônio!”. Completou a colocação
dizendo que numa possível migração em massa da humanidade, esse seria um lugar
habitável. Aproveitei para questioná-los e desafiá-los a apresentar argumentos
que mostrem que uma “atmosfera parecida” com a da Terra não é condição única
para a manutenção da vida. Agora, reflito no papel das diversas fontes de
informação que cercam nossos estudantes despejando acriticamente informações
sobre ciência. E por conseqüência, o papel da escola nisso tudo. As mesmas
autoras do texto sugerido, em outro trabalho, apontam os chamados eixos
estruturantes para o processo de AC: conhecimento dos termos e conceitos
científicos, compreensão da natureza das ciências e dos fatores éticos e políticos
que influenciam e são influenciadas, e o entendimento das relações CTS (SASSERON,
CARVALHO, 2011). Alicerçar-se nesses eixos é o caminho que talvez descreva o
papel da escola no processo. Mas como fazê-lo? O texto sugerido como referência
principal descreve alguns indicadores a serem buscados durante o processo (SASSERON,
CARVALHO, 2008). A proposta didática do trabalho parece se basear na problematização
de fenômenos, obtenção de dados relacionados, discussão dos dados, e argumentação.
É válido ressaltar que esses pontos não são necessariamente etapas cronológicas
a serem seguidas, como um método pré estabelecido, mas de cada um deles emergem
características específicas que sugerem os citados indicadores. Gil Perez et al. (2001) já haviam descrito esses pontos como sendo relevantes para serem
incluídos no currículo de ciências. Almejar a AC nas escolas, independente dos
níveis de ensino, perpassa por um processo de diálogo entre as disciplinas – a fim
de, por exemplo, explorar as relações CTS –, além de resultar de um esforço
metodológico das práticas de ensino. Estas devem ser fundamentadas na
investigação de fenômenos, buscando a argumentação e interpretação destes.
Uma reflexão sobre o assunto remete aos momentos da vida
escolar em que se objetiva alguns dos aspectos apontados nos eixos
estruturantes. Lemke (2006, apud SASSERON, CARVALHO, 2011) justifica que
aspectos diferentes devem ser desenvolvidos em etapas diferentes da formação. Seria
incoerente, por exemplo, nos anos iniciais explorar com ênfase conceitos
científicos ou os fatores éticos e políticos que circundam a ciência, mas, como
no exemplo visto na referência principal da aula, é possível (e até desejável) desenvolver
nos pequenos estudantes habilidades relacionadas ao pensar cientificamente, por
meio da investigação. Então, o fazer AC na escola é também um processo contínuo
ao longo dos anos escolares no qual aos poucos vão sendo buscados fatores
relacionados aos eixos estruturantes do processo.
Referências
Sasseron,
L; Carvalho, A. M. P.; Alfabetização
Científica: uma revisão bibliográfica. Rev. Investigação no Ensino de
Ciências. v. 16, n.1, p. 59-77, 2011.
Sasseron,
L; Carvalho, A. M. P.; Almejando a Alfabetização
Científica no Ensino Fundamental: A proposição e a procura por indicadores
do processo. Rev. Investigação no Ensino de Ciências, v. 13, n. 3, p. 333-345,
2008.
Gil
Perez, D.; Montoro, I. F.; Alís, J. C.; Cachapuz, A.; Praia, J.; Para uma imagem não deformada do trabalho
científico. Rev. Ciência e Educação, v. 7, n. 2, p. 125-153, 2011.
Lamke,
J. L. Investigar para el futuro de la
educación científica: nuevas formas de aprender, nuvas formas de vivir.
Rev. Ensenanza de las ciencias. v.24, n.1, 5-12.
Dr.
Manhattan
Alfabetização científica na escola: como ele pode acontecer?
Alfabetização
científica na escola: como ele pode acontecer?
A
pergunta parece ser bem simples de ser respondida. Todos nós podemos apresentar
uma concepção do que seja Alfabetização Científica (daqui em diante AC) e
baseada nesta concepção, sugerir como ela pode acontecer em um ambiente formal
escolar ou não. Desta forma precisamos sistematizar elementos que estejam
associados a este processo. Em outras palavras, para podermos explicar como pode
acontecer a AC em função da nossa concepção sobre o assunto, é preciso identificar
características ou ações particulares a este processo. Seria ingênuo considerar
que são poucos os conceitos formados sobre AC.
Buscando
bases científicas sobre o que seja AC, Lúcia Helena Sasseron faz um
levantamento das diversas concepções científicas sobro o assunto. Sua busca compreende
a literatura estrangeira e nacional e em ambos os casos ocorrem concepções
distintas sobre a AC. No caso da literatura nacional sobre Ensino de Ciências,
devido a pluralidade semântica, encontra-se termos como “Letramento Científico”,
“Enculturação Científica” ou ainda “Alfabetização Científica” mas que, no
geral, apresentam a mesma preocupação com o ensino de ciências. (Sasseron,
2008, p.10, 11)
Ao
se pensar como pode ocorrer a alfabetização científica na escola, podemos
utilizar das nossas concepções sobre o assunto. Podemos entender que a AC acontece
quando o professor de Ciências (Física, Química ou Biologia) está “passando”
conteúdos em suas respectivas salas de aula através das práticas comuns como as
aulas expositivas, resolução de problemas, leituras dinâmicas, ou através de atividades
práticas. Ou ainda, sob o ponto de vista de uma visão rebuscada e crítica sobre
o assunto, em considerar que a AC deve ser consolidada através de práticas que
proporcionem a formação do indivíduo capaz de organizar seu pensamento de
maneira lógica e posicionar-se criticamente em relação ao mundo que o cerca, a
formar um indivíduo autônomo sobre o processo da construção do seu
conhecimento.
Desta
forma, para posicionar-se criticamente sobre como a AC pode acontecer na sala
de aula precisamos, primeiramente, considerar os referenciais sobre o que seja
Alfabetização Científica. Por exemplo, ao se considerar como referencial as
concepções Freireanas em educação, a AC vislumbra a formação do indivíduo que
possa organizar seu pensamento de maneira lógica e crítica sobre o mundo que o
cerca. Não podemos esquecer também da função do professor por apresenta-se como
elemento mediador para que isto aconteça. Paulo Freire salienta que
receber
“o educador problematizador re-faz, constantemente, seu ato cognoscente, na
cognoscitividade dos educandos. Estes, em lugar de serem recipientes dóceis de
depósitos, são agora investigadores críticos, em diálogo com o educador,
investigador crítico, também.”(Freire, 2002, p. 69)
Assim,
levando em consideração as bases construídas por Paulo Freire, devemos
compreender que a AC acontece quando o professor, ao apresentar-se como
mediador, proporciona “um espaço” de interação, de diálogo, da busca e construção
do conhecimento.
Desta
forma, tendo como base os trabalhos de Sasseron e Carvalho, bem como uma sequência
didática muito bem estruturada, pode-se evidenciar os blocos que abrangem as
habilidades pertinentes a alfabetização científica, estes blocos são
denominados por estes autores como eixos estruturadores da Alfabetização
Cientifica (Sasseron,2008 e Sasseron & Carvalho, 2008): compreensão básica de termos; conhecimentos
e conceitos científicos fundamentais; compreensão da natureza da ciência e dos
fatores éticos e políticos que circundam sua prática; e o entendimento das
relações existentes entre ciência, tecnologia, sociedade e meio-ambiente.
Para
revelar indícios de determinadas habilidades que estão sendo trabalhadas pelos
alunos durante o desenvolvimento da sequência a investigação do problema e a
discussão dos temas científicos, Sasseron e Carvalho (2008) estabelecem a
existência de indicadores deste processo os quais denominam Indicadores da Alfabetização
Científica.
Concebemos,
pois, a alfabetização científica como um estado em constantes modificações e
construções, dado que, todas as vezes que nossos conhecimentos são
estabelecidos, novas relações precisam surgir, tornando-se cada vez mais
complexa e coesa. Apesar disso, é possível almejá-la e buscar desenvolver
habilidades entre os alunos. Os indicadores
de alfabetização científica têm a função de nos mostrar algumas destrezas
que acreditamos necessárias para vislumbrar se a AC está em processo de
desenvolvimento entre os alunos. (Sasseron, 2010, p. 19).
Dessa
maneira, consideramos que as bases teóricas, anteriormente citadas, constituem
como estruturas imprescindíveis para o desenvolvimento deste trabalho de forma
a proporcionar resultados consistentes no que se diz respeito à utilização das
“novas tecnologias” visando uma melhoria para o processo de ensino-aprendizagem
de Física em referência à Alfabetização Científica.
Saladgima, 2014.
Referências
FREIRE,
Paulo. Pedagogia do Oprimido. 32ed. São Paulo: Paz e Terra, 2002.
184p.
SASSERON, L. H.; CARVALHO, A. M. P. Almejando a alfabetização científica no
Ensino Fundamental: a proposição e a procura de indicadores do processo.
Investigações em Ensino de Ciências, Porto alegre, v. 13, n. 3, p. 333-352,
2008.
SASSERON, Lucia Helena. Alfabetização
científica e documentos oficiais brasileiros: um diálogo na estruturação do
ensino da Física. In: CARVALHO, Anna Maria Pessoa de. Et al. Ensino de Física. São Paulo: Cegange
Leardning, 2010. 158 p.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Atividade nº 4: Alfabetização científica na escola: como ela pode
acontecer?
A Alfabetização Científica deve ser
entendida como um meio para possibilitar ao estudante a capacidade de organizar seu pensamento de
maneira lógica, além de auxiliar na construção
de uma consciência mais critica em relação ao mundo que o cerca. Para
isso, durante as suas aulas o professor precisa proporcionar oportunidades para
que os alunos tenham um entendimento público da ciência, ou seja, que sejam capazes
de receber informações sobre temas relacionados a ciência, a tecnologia e aos
modos como estes empreendimentos se
relacionam com a sociedade e com o meio ambiente e, frente a tais
conhecimentos, sejam capazes de discutir tais informações, refletirem sobre os
impactos que tais fatos podem representar e levar a sociedade e ao ambiente e,
como resultado de tudo isso, posicionarem criticamente frente ao tema. Pois, “o
ensino de ciências deve ocorrer por meio de atividades abertas e investigativas
nas quais os alunos desempenhem o papel de pesquisadores”, (CARVALHO, 2008)
Sabemos também que somente os anos em
que os alunos frequentam a escola não
são suficientes para uma completa alfabetização, pois a Ciência é dinâmica e o
amadurecimento humano e seus objetivos vêm com tempo, sendo uma aprendizagem
constante. Mas é necessário que a escola, ou mais precisamente os professores,
estejam atentos à sua responsabilidade de iniciá-la, e
para isso uma proposta de currículo onde estejam priorizada a relação Ciência/
Tecnologia/Sociedade/ Ambiente – CTSA, se faz necessária e urgente . Se pegarmos o
Projeto Político Pedagógico (PPP) de diferentes escolas veremos que, de uma
forma ou de outra, em todos, estará escrito que o objetivo da escola é formar
pessoas críticas e conscientes, capazes de exercerem sua cidadania e
intervierem no meio em que vivem, buscando assim, melhoria na sua qualidade de vida. Isso
tudo é muito bonito no papel, pois a
prática é totalmente contrária. Nesse aspecto a
escola deve procurar não ser vista
pela sociedade, como um local onde os conhecimentos acumulados são repassados
de forma massiva, mas sim, um local onde o aluno encontre profissionais, que o
ajude a transformar as informações
recebidas em conhecimento práticos, capazes de
colaborar na sua formação e transformação, para melhorar, o ambiente
onde ele está inserido. Segundo Nóvoa (1992), “Não há ensino de qualidade, nem
reforma educativa, nem inovação pedagógica, sem uma adequada formação de
professores”. Desta forma, entendemos que atividades de formação continuada são
momentos importantes que possibilitam aos professores entrar em contato ou
atualizar seus conhecimentos científicos. A formação continuada é a saída
possível para a melhoria da qualidade do ensino de ciências dentro do contexto educacional contemporâneo.
Portanto, podemos perceber através de
estudos e artigos de (CARVALHO e SASSERON,
2008) a
importância do trabalho em sala de aula com os Eixos Estruturantes da Alfabetização
Científica, eles servem de apoio na idealização, planejamento e analise de propostas de ensino
que almejem a AC. Assim como, o trabalho com os Indicadores é fundamental para fazer acontecer a alfabetização
cientifica na escola, pois são altamente importantes quando há um problema a
ser investigado, sendo que, por meio deles torna-se possível conhecer as variáveis
envolvidas no fenômeno, levam os alunos a usarem as habilidades próprias do “fazer
científico”, a construírem relações entre os conhecimentos das ciências, as
tecnologias associadas a estes saberes e as consequências destes para a
sociedade e meio- ambiente. Este processo tem como objetivo a sua Alfabetização
Científica para que, uma vez, tendo se
apropriado dos novos conhecimentos, esse cidadão ou cidadã, possa intervir na sociedade em que vive,
buscando soluções adequadas para os problemas
que estejam enfrentando ou até mesmo evitar que os problemas ocorram.
A formação de alunos críticos, capazes de
fazer uma leitura do mundo, interferir
na sociedade em que vivem e transformá-la em um local cada vez melhor, é o objetivo do ensino de Ciência. Mas como, nós
professores, estamos agindo para que isso realmente ocorra? Estamos ajudando no
processo de formação da cidadania de nossos alunos? Valorizamos suas opiniões,
mesmo que sejam diferentes das nossas, ou apenas avaliamos os ‘conteúdos’ aprendidos? E
pensamos que estamos desenvolvendo uma Alfabetização Científica na escola?
Contudo, devemos repensar nossas
posturas diante do trabalho realizado em nossas aulas de Ciências e sua
relevância no processo de formação do aluno para cidadania. Promovendo a
curiosidade, questionamentos, investigações, pesquisas e dialogicidade durante
as aulas, estimulando os alunos a buscarem suas respostas/soluções para os
problemas propostos nas aulas e também em sua vida cotidiana.
NÓVOA, A. Formação de professores e profissão docente. In:
A. Nóvoa (org.). Os professores e sua formação. Lisboa: Nova Enciclopédia, 1992.
SASSERON,
L. H.; CARVALHO, A. M. P. Almejando a alfabetização científica no ensino
fundamental: a proposição e a procura de indicadores do processo. Investigações
em Ensino de Ciências,
Porto Alegre, v. 13, n. 3, p. 333-352, 2008
Por:
P.S. rosa Em: 10/04/2014
ATIVIDADE 4
ALFABETIZAÇÃO
CIENTÍFICA NA ESCOLA: Como ela pode acontecer?
Começo a refletir sobre
essa questão pautado na afirmação de Fourez ( 2011) quando defende a
necessidade de um ensino que desenvolva o espirito crítico nos alunos
objetivando que eles sejam capazes de perceber os malefícios e benefícios provenientes
das inovações cientificas e tecnológicas e, na medida do possível, estabeleçam
julgamento sobre eles.
Sabemos que no contexto
atual, a escola não é mais o único lugar onde podemos adquirir novos conhecimentos.
Muitas informações chegam aos nossos alunos de diversas fontes: mídia,
internet, impressos, etc. Os conhecimentos científicos tomaram os meios de
comunicação e abriram espaços para a divulgação de novos e antigos conhecimentos
nas diversas áreas do saber. Só que essas informações muitas vezes não são bem compreendidas.
Segundo Delizoicov e Lorenzetti (2001) torna-se necessário especialistas para
popularizar e desmistificar o conhecimento cientifico para que o leigo possa
utiliza-lo em seu cotidiano.
Nesse sentido, a escola
possui um papel indispensável, pois através dela que as informações recebidas
das diversas fontes, já citadas, poderão ser interpretadas dando ao aluno um
maior entendimento sobre os novos conhecimentos e as formas de aplica-los.
Mas como fazer a
Alfabetização Científica na escola? Para
que isso ocorra é necessário um rompimento de antigos paradigmas que permitem a
aceitação de um ensino acrítico, descontextualizado, não dialógico. Que concebem
um ensino de Ciências elitista e individualista. É necessário romper esta visão
estereotipada e propor aos sujeitos uma nova imagem da Ciência. Que ela seja investigativa,
problematizadora, provisória e que possa estar inserida no contexto dos
sujeitos envolvidos no processo.
Sasseron (2008) propõe
já para as series iniciais algumas sequências
interdisciplinares que objetivem introduzir os alunos no universo das Ciências,
tendo, pois como prerrogativa gerar possibilidades aos estudantes para que eles
se envolvam com problemas e questões relacionados aos fenômenos naturais. Com
isso espera-se que os alunos teçam hipóteses e planos que auxiliem
na resolução, bem como discutam sobre as ideias levantadas e outras questões
controversas que possam surgir.
O conhecimento
cientifico é provisório, não neutro e em constante transformação, por isso o
professor deve buscar sempre novas maneiras de ensinar e aprender (ABREU, 2013)
. Deve articular o saber teórico do saber teórico prático da realidade concreta
e principalmente deve valorizar a experiência do aluno e o seu meio. Dessa
forma gradual poderemos estar inserindo o conhecimento cientifico nas escolas
propondo momentos de problematização e de investigação durante as aulas de
Ciências permitindo aos alunos compreenderem que o conhecimento científico não
está pronto e acabado, mas deve ser construído e reconstruído a cada dia. E
isso exige uma mudança de postura de todos os envolvidos no processo.
SASSERON, L. H.; CARVALHO, A. M.
P. Almejando a Alfabetização Científica no Ensino Fundamental: A proposição e a
procura de indicadores do processo. Investigações em Ensino de Ciências,
v13(3), pp.333-352, 2008.
SASSERON, L. H.; CARVALHO, A. M.
P. Alfabetização Científica: uma revisão bibliográfica. Investigações em
Ensino de Ciências, v16(1), pp. 59-77, 2011.
Exercício 4: Alfabetização
Cientifica na escola: como ela pode acontecer?
As autoras Sasseron
e Carvalho (2008), discorrem a respeito da necessidade das escolas trabalharem
em sala de aula com o ensino de ciência, de forma que os discentes compreendam
e aprendam a importância da ciência e suas tecnologias na vida do sujeito e na
sociedade, além de terem entendimento público da ciência de maneira que compreenda
a relação existente entre a sociedade e meio-ambiente.
O ensino de
ciências tem se mostrado cada vez mais importante, pois através deste os alunos
podem apropriar-se dos conceitos, leis e teorias científicas. Este ensino favorece ao sujeito conhecimentos
indispensáveis para seu cotidiano. Portanto é necessário que o professor seja
agente transformador, aprimorando seus conhecimentos a cada dia, para cumprir
com excelência a sua atividade pedagógica de forma a possibilitar aos seus
discentes um ensino e aprendizagem satisfatoriamente.
Um professor conhecedor das
ciências saberá da importância das abordagens investigativas no ensino de
ciências. Pois, os estudos que utilizam esta metodologia levam os alunos a
investigarem e construírem conceitos, de forma a relacionar os temas estudados
com o cotidiano, sociedade e ambiente.
Para o bom êxito da
aprendizagem e de forma prazerosa é interessante que os educadores proporcionem
aos estudantes o ensino à busca do conhecimento cientifico através de
pesquisas, análises, experiências, investigação, dentre outros. O ensino de
ciência por investigação faz com que os discentes interajam entre os colegas de
forma espontânea e harmoniosa, fazendo com que todos expressem suas
curiosidades e considerações sobre o assunto explorado, além de construírem
conceitos de forma espontânea (SASSERON E CARVALHO, 2008).
Segundo Cunha; Campos (2010)
é través do ensino por investigação que os alunos têm contato com aspectos
pertencentes à prática dos cientistas. Para tanto se faz necessário que haja o
oferecimento de um ensino de ciências diferenciado, calcado no pluralismo
metodológico, na interdisciplinaridade e na abordagem de situações-problema do
cotidiano, permitindo assim a construção dos conhecimentos e reflexão sobre os
processos das ciências e a inter-relação entre ciências, tecnologia, sociedade
e ambiente. Estas autoras ainda ressaltam que a presença das situações-problema
nas atividades de ciências oportuniza o envolvimento dos alunos cognitiva e
afetivamente. Nesse ambiente de aprendizagem as respostas prontas e previsíveis
são desconsideradas, os alunos são estimulados a refletir, questionar, levantar
hipóteses e comparar possíveis resultados.
Observa-se que através da investigação
pode-se criar oportunidade para que os alunos pensem e explique o mundo natural
de forma diferente, participe da cultura científica. A investigação pode ser
entendida como descobertas, questionamentos e resoluções de problemas. Estes devem
ser escolhidos a partir do interesse dos alunos, assim serão motivados a
resolvê-los. Sendo assim pode-se dizer que através da resolução de
situações-problema os educandos podem compreender os processos científicos como
também se apropriar dos conceitos de ciências.
Concluo que as
aulas de forma investigativa contribuem para a formação dos educandos
permitindo que os mesmos tenham uma visão mais elaborada sobre ciência e
investigação científica. Alem de permitir com que os docentes percebam as
necessidades cognitivas dos discentes, de forma a trabalhar com cada
deficiência especificamente. Para isso de acordo com o PCNs
(1997) é necessário que os alunos encontrem na sala de aula um lugar para
manifestação. Pois, constitui importante fator no processo de aprendizagem, que
poderão ser ampliadas, transformadas e sistematizadas com a mediação do
professor.
Boaventura
CUNHA,
Francislene Morais da. CAMPOS, Luciana M. L. O discurso e a prática
pedagógica de professores de ciências no ensino fundamental.
Disponível
em: <
http://books.scielo.org/id/bpkng/pdf/pirola-9788579830815-04.pdf.
>Acesso em: 05, abr. 2014.
SASSERON, L.
M; CARVALHO, A. M. P. Almejando a alfabetização cientifica no ensino
fundamental: a proposição e a procura de indicadores do processo. Investigações
em ensino de Ciências, vol. 13 (3), p.
333-352, 2008.
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