Atividade nº 4: Alfabetização científica na escola: como ela pode
acontecer?
A Alfabetização Científica deve ser
entendida como um meio para possibilitar ao estudante a capacidade de organizar seu pensamento de
maneira lógica, além de auxiliar na construção
de uma consciência mais critica em relação ao mundo que o cerca. Para
isso, durante as suas aulas o professor precisa proporcionar oportunidades para
que os alunos tenham um entendimento público da ciência, ou seja, que sejam capazes
de receber informações sobre temas relacionados a ciência, a tecnologia e aos
modos como estes empreendimentos se
relacionam com a sociedade e com o meio ambiente e, frente a tais
conhecimentos, sejam capazes de discutir tais informações, refletirem sobre os
impactos que tais fatos podem representar e levar a sociedade e ao ambiente e,
como resultado de tudo isso, posicionarem criticamente frente ao tema. Pois, “o
ensino de ciências deve ocorrer por meio de atividades abertas e investigativas
nas quais os alunos desempenhem o papel de pesquisadores”, (CARVALHO, 2008)
Sabemos também que somente os anos em
que os alunos frequentam a escola não
são suficientes para uma completa alfabetização, pois a Ciência é dinâmica e o
amadurecimento humano e seus objetivos vêm com tempo, sendo uma aprendizagem
constante. Mas é necessário que a escola, ou mais precisamente os professores,
estejam atentos à sua responsabilidade de iniciá-la, e
para isso uma proposta de currículo onde estejam priorizada a relação Ciência/
Tecnologia/Sociedade/ Ambiente – CTSA, se faz necessária e urgente . Se pegarmos o
Projeto Político Pedagógico (PPP) de diferentes escolas veremos que, de uma
forma ou de outra, em todos, estará escrito que o objetivo da escola é formar
pessoas críticas e conscientes, capazes de exercerem sua cidadania e
intervierem no meio em que vivem, buscando assim, melhoria na sua qualidade de vida. Isso
tudo é muito bonito no papel, pois a
prática é totalmente contrária. Nesse aspecto a
escola deve procurar não ser vista
pela sociedade, como um local onde os conhecimentos acumulados são repassados
de forma massiva, mas sim, um local onde o aluno encontre profissionais, que o
ajude a transformar as informações
recebidas em conhecimento práticos, capazes de
colaborar na sua formação e transformação, para melhorar, o ambiente
onde ele está inserido. Segundo Nóvoa (1992), “Não há ensino de qualidade, nem
reforma educativa, nem inovação pedagógica, sem uma adequada formação de
professores”. Desta forma, entendemos que atividades de formação continuada são
momentos importantes que possibilitam aos professores entrar em contato ou
atualizar seus conhecimentos científicos. A formação continuada é a saída
possível para a melhoria da qualidade do ensino de ciências dentro do contexto educacional contemporâneo.
Portanto, podemos perceber através de
estudos e artigos de (CARVALHO e SASSERON,
2008) a
importância do trabalho em sala de aula com os Eixos Estruturantes da Alfabetização
Científica, eles servem de apoio na idealização, planejamento e analise de propostas de ensino
que almejem a AC. Assim como, o trabalho com os Indicadores é fundamental para fazer acontecer a alfabetização
cientifica na escola, pois são altamente importantes quando há um problema a
ser investigado, sendo que, por meio deles torna-se possível conhecer as variáveis
envolvidas no fenômeno, levam os alunos a usarem as habilidades próprias do “fazer
científico”, a construírem relações entre os conhecimentos das ciências, as
tecnologias associadas a estes saberes e as consequências destes para a
sociedade e meio- ambiente. Este processo tem como objetivo a sua Alfabetização
Científica para que, uma vez, tendo se
apropriado dos novos conhecimentos, esse cidadão ou cidadã, possa intervir na sociedade em que vive,
buscando soluções adequadas para os problemas
que estejam enfrentando ou até mesmo evitar que os problemas ocorram.
A formação de alunos críticos, capazes de
fazer uma leitura do mundo, interferir
na sociedade em que vivem e transformá-la em um local cada vez melhor, é o objetivo do ensino de Ciência. Mas como, nós
professores, estamos agindo para que isso realmente ocorra? Estamos ajudando no
processo de formação da cidadania de nossos alunos? Valorizamos suas opiniões,
mesmo que sejam diferentes das nossas, ou apenas avaliamos os ‘conteúdos’ aprendidos? E
pensamos que estamos desenvolvendo uma Alfabetização Científica na escola?
Contudo, devemos repensar nossas
posturas diante do trabalho realizado em nossas aulas de Ciências e sua
relevância no processo de formação do aluno para cidadania. Promovendo a
curiosidade, questionamentos, investigações, pesquisas e dialogicidade durante
as aulas, estimulando os alunos a buscarem suas respostas/soluções para os
problemas propostos nas aulas e também em sua vida cotidiana.
NÓVOA, A. Formação de professores e profissão docente. In:
A. Nóvoa (org.). Os professores e sua formação. Lisboa: Nova Enciclopédia, 1992.
SASSERON,
L. H.; CARVALHO, A. M. P. Almejando a alfabetização científica no ensino
fundamental: a proposição e a procura de indicadores do processo. Investigações
em Ensino de Ciências,
Porto Alegre, v. 13, n. 3, p. 333-352, 2008
Por:
P.S. rosa Em: 10/04/2014
Você usou o termo "informações recebidas", de fato é isso que a escola deveria fazer? Não se aproxima da ideia de transmissão? O aluno não deve construir seu conhecimento?
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