quinta-feira, 10 de abril de 2014

Atividade  nº 4: Alfabetização  científica na escola: como ela pode acontecer?
A Alfabetização Científica deve ser entendida como um meio para possibilitar ao estudante  a capacidade de organizar seu pensamento de maneira lógica, além de auxiliar na construção  de uma consciência mais critica em relação ao mundo que o cerca. Para isso, durante as suas aulas o professor precisa proporcionar oportunidades para que os alunos tenham um entendimento público da ciência, ou seja, que sejam capazes de receber informações sobre temas relacionados a ciência, a tecnologia e aos modos como estes empreendimentos  se relacionam com a sociedade e com o meio ambiente e, frente a tais conhecimentos, sejam capazes de discutir tais informações, refletirem sobre os impactos que tais fatos podem representar e levar a sociedade e ao ambiente e, como resultado de tudo isso, posicionarem criticamente frente ao tema. Pois, “o ensino de ciências deve ocorrer por meio de atividades abertas e investigativas nas quais os alunos desempenhem o papel de pesquisadores”, (CARVALHO, 2008)
Sabemos também que somente os anos em que os alunos  frequentam a escola não são suficientes para uma completa alfabetização, pois a Ciência é dinâmica e o amadurecimento humano e seus objetivos vêm com tempo, sendo uma aprendizagem constante. Mas é necessário que a escola, ou mais precisamente os professores, estejam   atentos à sua responsabilidade de iniciá-la, e para isso uma proposta de currículo onde estejam priorizada a relação Ciência/ Tecnologia/Sociedade/ Ambiente  – CTSA,  se faz necessária e urgente . Se pegarmos o Projeto Político Pedagógico (PPP) de diferentes escolas veremos que, de uma forma ou de outra, em todos, estará escrito que o objetivo da escola é formar pessoas críticas e conscientes, capazes de exercerem sua cidadania e intervierem no meio em que vivem, buscando assim, melhoria na  sua qualidade de vida. Isso tudo é  muito bonito no papel, pois a prática é totalmente contrária. Nesse aspecto a escola deve procurar não ser vista pela sociedade, como um local onde os conhecimentos acumulados são repassados de forma massiva, mas sim, um local onde o aluno encontre profissionais, que o ajude a  transformar as informações recebidas em conhecimento práticos, capazes de  colaborar na sua formação e transformação, para melhorar, o ambiente onde ele está  inserido. Segundo Nóvoa  (1992), “Não há ensino de qualidade, nem reforma educativa, nem inovação pedagógica, sem uma adequada formação de professores”. Desta forma, entendemos que atividades de formação continuada são momentos importantes que possibilitam aos professores entrar em contato ou atualizar seus conhecimentos científicos. A formação continuada é a saída possível para a melhoria da qualidade do ensino de ciências  dentro do contexto educacional contemporâneo.
Portanto, podemos perceber através de estudos e artigos de (CARVALHO  e  SASSERON, 2008)  a  importância do   trabalho em sala de aula  com os Eixos Estruturantes da Alfabetização Científica, eles servem de apoio na idealização,  planejamento e analise de propostas de ensino que almejem  a  AC. Assim como, o trabalho com os  Indicadores é fundamental  para fazer acontecer a alfabetização cientifica na escola, pois são altamente importantes quando há um problema a ser investigado, sendo que, por meio deles torna-se possível conhecer as variáveis envolvidas no fenômeno, levam os alunos a usarem as habilidades próprias do “fazer científico”, a construírem relações entre os conhecimentos das ciências, as tecnologias associadas a estes saberes e as consequências destes para a sociedade e meio- ambiente.   Este processo tem como objetivo a sua Alfabetização Científica para que,  uma vez, tendo se apropriado dos novos conhecimentos, esse cidadão ou cidadã,  possa intervir na sociedade em que vive, buscando soluções adequadas para os  problemas que estejam enfrentando ou até mesmo evitar que os problemas ocorram.
A formação de alunos críticos, capazes de fazer uma leitura do mundo,  interferir na sociedade em que vivem e transformá-la em um local cada vez melhor, é o  objetivo do ensino de Ciência. Mas como, nós professores, estamos agindo para que isso realmente ocorra? Estamos ajudando no processo de formação da cidadania de nossos alunos? Valorizamos suas opiniões, mesmo que sejam diferentes das nossas, ou apenas  avaliamos os ‘conteúdos’ aprendidos? E pensamos que estamos desenvolvendo uma Alfabetização Científica na escola?
Contudo, devemos repensar nossas posturas diante do trabalho realizado em nossas aulas de Ciências e sua relevância no processo de formação do aluno para cidadania. Promovendo a curiosidade, questionamentos, investigações, pesquisas e dialogicidade durante as aulas, estimulando os alunos a buscarem suas respostas/soluções para os problemas propostos nas aulas e também em sua vida cotidiana.

NÓVOA, A. Formação de professores e profissão docente. In: A. Nóvoa (org.). Os professores e sua formação. Lisboa: Nova Enciclopédia, 1992.

SASSERON, L. H.; CARVALHO, A. M. P. Almejando a alfabetização científica no ensino fundamental: a proposição e a procura de indicadores do processo. Investigações em Ensino de Ciências, Porto Alegre, v. 13, n. 3, p. 333-352, 2008

Por:  P.S. rosa             Em: 10/04/2014


Um comentário:

  1. Você usou o termo "informações recebidas", de fato é isso que a escola deveria fazer? Não se aproxima da ideia de transmissão? O aluno não deve construir seu conhecimento?

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