quarta-feira, 9 de abril de 2014

Sessão responda-me se for capaz 4
Alfabetização científica na escola: como ela pode acontecer?

      O processo de ensino e aprendizagem nas aulas de ciências pode tornar-se uma construção mutua e acessível a todos os participantes, desde que esses possam se expressar e edificar uma argumentação coletiva e crítica sobre os conceitos e fenômenos estudados, a partir da problematização da sua realidade. E durante essa construção, os conhecimentos prévios por muitas vezes ingênuos da ciência, podem gradualmente modificar-se e serem ancorados em conceitos científicos.
          Esse processo descrito acima, denominado de alfabetização científica, é defendido por pesquisadoras como a Lúcia Helena Sasseron e a Anna Maria Pessoa de Carvalho, que acreditam que dessa forma a ciência pode ser uma auxiliadora no entendimento crítico da realidade.
    Mas como a alfabetização científica pode acontecer na escola? A partir da problematização da realidade do discente ou na contextualização dessa realidade, construindo coletivamente uma investigação interdisciplinar, para que esses sujeitos possam participar criticamente na sociedade. Nesse processo de construção coletiva os estudantes são estimulados e levantar hipóteses, descrever suas ideias, apontar evidências, justifica-las e consequentemente organizam seus pensamentos de maneira lógica. E desta forma passam a ver o mundo que os cerca de maneira mais crítica, refletindo sobre ele e agindo ativamente nele.
       Para isso, a postura do professor em sala de aula passa a ser diferente. Deixando de atuar sobre a dicotomia sábio - aprendiz, para uma postura que os introduz no processo, como aquele que também aprende enquanto ensina e ensina quando aprende. Direcionando o diálogo em sala, a partir de perguntas que suscitem uma cadeia enunciativa por parte dos estudantes que conjuntamente edificam conhecimentos ancorados em conceitos que sejam significativos.

    A alfabetização científica pode se fazer presente em sala de aula, não em um momento estanque e pontual, mas sendo construída ao longo a vida escolar desses estudantes e professores. 

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