Ensinar e aprender ciências requer
de professores e alunos a construção de habilidades específicas, essas
habilidades vão sendo tecidas ao longo da vida, porque ciência não é algo
estanque e monótono, ao contrário, as mudanças na ciência, tecnologia e
ambiente ocorrem a “todo momento”. O que lhe confere várias possibilidades de investigação
e problematização em sala de aula.
É importante que as aulas
possibilitem uma Alfabetização Científica aos alunos trazendo sempre a
discussão de problemas, de forma que o ensino possa ser contextualizado e
coletivo. Contextualizado no sentido de sempre fazer menção ao contexto em que
o aluno está inserido, lhes proporcionando a oportunidade de fazer conexões com
a sua realidade, e coletivo no que diz respeito á natureza coletiva da ciência,
onde o conhecimento é sempre construído em grupo excluindo a ideia de ciências
apenas feita por gênios solitários.
O ensino de Ciências deve
ser capaz de fornecer aos alunos não somente conceitos científicos, é importante e indispensável que os alunos possam em sala de aula “fazer
ciência”, sendo defrontados com problemas reais nos quais a investigação seja imprescindível
para resolvê-los. (SASSERON E CARVALHO, 2008)
Podemos considerar que a
Alfabetização Científica é um processo construído ao longo da vida escolar e
que se perpetua durante toda a vida do indivíduo. Alfabetização Científica na
escola pode acontecer balizada em um ensino que leve os alunos a trabalhar e
discutir problemas, tornando-o capaz de levantar hipóteses, elaborar
justificativas e explicações para suas hipóteses, desenvolvendo seu raciocínio
de maneira lógica, além de auxiliar na construção de uma consciência mais
crítica em relação ao mundo que o cerca.
SASSERON, L. H.; CARVALHO, A.M.P. Almejando a Alfabetização Científica no Ensino Fundamental: A proposição e a procura de indicadores do processo. Investigações em Ensino de Ciências – V13(3), pp. 333-352, 2008.
Por:
J. P. Bronckart
SASSERON, L. H.; CARVALHO, A.M.P. Almejando a Alfabetização Científica no Ensino Fundamental: A proposição e a procura de indicadores do processo. Investigações em Ensino de Ciências – V13(3), pp. 333-352, 2008.
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