O ensino de ciências tem ganhando
espaço nas produções acadêmicas devido aos problemas que o envolve, desde a
formação docente à aplicação dos conceitos científicos. Trabalhar um ensino de
ciências que garanta a formação do cidadão é um desafio para o educador porque
relacionar os conteúdos com as necessidades do educando não é tarefa fácil, a
maneira de abordar esses conceitos pode afastar cada vez mais os jovens das
carreiras científicas, constituindo um problema a ser superado dentro das
escolas.
A concepção que temos da ciência
influência na postura em relação à mesma, constituindo um desafio para o
professor, existindo a necessidade de um trabalho pautado na desconstrução dessas
visões que surgiram no decorrer do tempo, das quais nós somos fruto e
influenciam diretamente no processo de aprendizagem. Visões como a neutralidade
e a certeza da existência de um único método científico têm mostrado uma
ciência indiscutível, venerada e incontestada, o professor em si traz essas distorções.
Segundo Delizoicov, Angotti e
Pernambuco (2009, p.29), há desafios a serem superados no ensino de ciências,
como: superação do senso comum pedagógico; superação das insuficiências do
livro didático; incorporar conhecimentos entre ciência e tecnologia e por fim
produzir uma ciência que seja de igual modo para todos. Esta realidade perpassa
um conjunto de regras estabelecidas, faz-se necessário repensar o ensino de
maneira que contextualize com a realidade dos alunos, fazendo sentido todo esse
conhecimento aplicado dentro da sala de aula.
Qual conhecimento científico é
pertinente e relevante ser ensinado para os jovens? Quais critérios de seleção
devem ser usados? Como abordá-los na sala de aula, sem que afaste esse público?
São questões como essas que precisam estar presentes no planejamento, pensar no
que está ensinando e como está ensinando é uma postura de um educador crítico,
que não está preso às regras e ao livro didático, preocupando-se com o impacto
de sua prática pedagógica.
Para entender melhor essa situação,
Gil-Pérez e outros (PÉREZ et al, 2001), relata deformações referias ao
conhecimento científico, as quais sejam: a concepção empírico-indutivista da ciência, a
ciência está ligado apenas a observação e experimentação, como se os
conhecimentos dos cientistas não trouxesse influência no modo de concebê-la. É
preciso desconstruir esse pensamento, entendendo que a ciência é uma construção
humana e pode ser contestada. Sendo um processo histórico, político, econômico na
medida em que considera as crises, as teorias adversas, as contradições e novos
conceitos que for surgindo. A ciência não é uma atividade elitista apenas para
gênios, pessoas superdotadas e sim um trabalho em conjunto com outras pessoas.
Os desafios da contemporaneidade e a
transformação que a educação escolar necessita passar requerem uma formação
inicial e continuada para os professores pautada em saberes e práticas que
conduza um ensino e aprendizagem produtivo e atuante.
Pessoa
Amável
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