Universidade
Estadual de Santa Cruz - UESC
Programa de
Pós-Graduação Educação em Ciências - PPGEC
Alfabetização
Científica
Docente: Adriane
Halmann e Viviane Briccia
Discente:
Astianax
A proposta de Alfabetização
Científica (AC) é concebida por especialistas como um fator essencial de
desenvolvimento das pessoas e dos povos, bem como numa exigência urgente
(CACHAPUZ, ET Al, 2011). Segundo estes autores este é um dos motivos pelos
quais vários países têm realizado reformas educativas, no sentido de contemplar
a AC como uma das suas principais finalidades. Na literatura brasileira o termo
AC compreende uma pluralidade semântica, no entanto as preocupações dos
estudiosos são convergentes quanto ao Ensino de Ciências (EC), uma vez que no
centro das discussões estão “os motivos que guiam o planejamento deste ensino
para a construção de benefícios práticos para as pessoas, a sociedade e o meio
ambiente” (SOUZA; SASSERON, 2012, p. 595).
De
acordo com Schneider (2011) e Sasseron (2008) dentro de uma perspectiva ampla
de AC, a introdução dos alunos no campo das ciências pode ser feita por meio de
propostas de EC que envolvam a investigação. Através desta os processos de AC
na sala de aula podem ser almejados por meio de propostas investigativas, como
a resolução e discussão de problemas científicos em relação aos fenômenos naturais
do cotidiano dos alunos, estruturadas por meio de Sequências de Didáticas. No
entanto, Sasseron e Carvalho (2008) reforçam que essas propostas não são apenas
com o intuito de levar os alunos a trabalhar e discutir problemas, de modo a fornecer
apenas conceitos científicos, mas de proporcionar aos alunos a possibilidade de
‘fazer ciência’. Uma vez defrontados com problemas autênticos nos quais a
investigação seja condição para resolvê-los, algumas habilidades envolvidas na
investigação científica devem ser usadas pelos alunos para resolver os
problemas propostos (SASSERON; CARVALHO, 2008).
Ao
reconhecermos a AC como um processo multidimensional que envolve questões
cognitivas, linguísticas, afetivas e socioculturais é preciso refletir sobre as
ações que podem ser realizadas, no sentido de que o EC possa viabilizar a
inserção da criança no mundo do conhecimento científico. Assim, Lorenzetti e
Delizoicov (2001) argumentam a favor de um EC capaz de fornecer subsídios para
que os alunos consigam compreender e discutir os significados dos assuntos
científicos, de modo a aplicá-los em seu entendimento do mundo, para isso os
autores sugerem aos professores o uso adaptado dos três momentos pedagógicos
(Delizoicov, 1991), como uma opção didático-metodológica com a qual o educador
poderá estruturar o seu trabalho docente promovido durante as suas aulas. Os
autores supracitados descrevem ainda algumas atividades que podem ser aplicadas
com o intuito de promover o início do processo AC nas aulas de ciências, a
saber: leituras de obras infanto-juvenis que tenha alguma relação com a
ciência, bem como de revistas ou suplemento de jornais, visitas a museus e
teatro, e aulas práticas com atividades experimentais.
São ótimas estratégias, mas porque elas levam à AC?
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