quinta-feira, 10 de abril de 2014

Alfabetização Científica na escola: como ela pode acontecer?



Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC
Programa de Pós-Graduação Educação em Ciências - PPGEC
Alfabetização Científica
Docente: Adriane Halmann e Viviane Briccia
Discente: Astianax


A proposta de Alfabetização Científica (AC) é concebida por especialistas como um fator essencial de desenvolvimento das pessoas e dos povos, bem como numa exigência urgente (CACHAPUZ, ET Al, 2011). Segundo estes autores este é um dos motivos pelos quais vários países têm realizado reformas educativas, no sentido de contemplar a AC como uma das suas principais finalidades. Na literatura brasileira o termo AC compreende uma pluralidade semântica, no entanto as preocupações dos estudiosos são convergentes quanto ao Ensino de Ciências (EC), uma vez que no centro das discussões estão “os motivos que guiam o planejamento deste ensino para a construção de benefícios práticos para as pessoas, a sociedade e o meio ambiente” (SOUZA; SASSERON, 2012, p. 595).
De acordo com Schneider (2011) e Sasseron (2008) dentro de uma perspectiva ampla de AC, a introdução dos alunos no campo das ciências pode ser feita por meio de propostas de EC que envolvam a investigação. Através desta os processos de AC na sala de aula podem ser almejados por meio de propostas investigativas, como a resolução e discussão de problemas científicos em relação aos fenômenos naturais do cotidiano dos alunos, estruturadas por meio de Sequências de Didáticas. No entanto, Sasseron e Carvalho (2008) reforçam que essas propostas não são apenas com o intuito de levar os alunos a trabalhar e discutir problemas, de modo a fornecer apenas conceitos científicos, mas de proporcionar aos alunos a possibilidade de ‘fazer ciência’. Uma vez defrontados com problemas autênticos nos quais a investigação seja condição para resolvê-los, algumas habilidades envolvidas na investigação científica devem ser usadas pelos alunos para resolver os problemas propostos (SASSERON; CARVALHO, 2008).
Ao reconhecermos a AC como um processo multidimensional que envolve questões cognitivas, linguísticas, afetivas e socioculturais é preciso refletir sobre as ações que podem ser realizadas, no sentido de que o EC possa viabilizar a inserção da criança no mundo do conhecimento científico. Assim, Lorenzetti e Delizoicov (2001) argumentam a favor de um EC capaz de fornecer subsídios para que os alunos consigam compreender e discutir os significados dos assuntos científicos, de modo a aplicá-los em seu entendimento do mundo, para isso os autores sugerem aos professores o uso adaptado dos três momentos pedagógicos (Delizoicov, 1991), como uma opção didático-metodológica com a qual o educador poderá estruturar o seu trabalho docente promovido durante as suas aulas. Os autores supracitados descrevem ainda algumas atividades que podem ser aplicadas com o intuito de promover o início do processo AC nas aulas de ciências, a saber: leituras de obras infanto-juvenis que tenha alguma relação com a ciência, bem como de revistas ou suplemento de jornais, visitas a museus e teatro, e aulas práticas com atividades experimentais.

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