Atividade 3 - Como o ensino de ciências pode contribuir para a construção de uma imagem não deformada das ciências?
O
ensino de ciências (EC) desenvolveu-se bastante dissociado dos elementos
históricos e sociais da ciência, com isto o conhecimento científico tem sido
propagado como um catálogo de fatos não relacionados entre si (Goulart, 2005),
contribuindo para que a ciência seja concebida como uma coleção de leis. Neste
sentido o supracitado ensino se organiza ainda hoje de modo a privilegiar o
estudo de conceitos, linguagens e metodologias cientificistas, tornando as
aprendizagens pouco eficientes para a interpretação e intervenção na realidade.
Ao
considerarmos que o EC deve contribuir para a leitura de mundo do sujeito,
percebermos que uma concepção mais realista da atividade científica pode
viabilizar esse objetivo, uma vez que o aluno poderá compreender melhor a
interrelação entre ciência sociedade, identificar os saberes científicos e
outros que não os são, bem como problematizar questões históricas em torno da
ciência. Nesta perspectiva Briccia e Carvalho (2007) apontam a História da
Ciência como alternativa para o EC e sugerem estratégias de ensino que utilizam
a natureza da ciência em discussões explícitas e até mesmo implícitas como
possibilidade de construção de concepções mais fundamentadas acerca da
atividade científica.
O
uso de abordagens explícitas é defendida por El-Hane (2006) como propício a
construção de um terreno fértil para a discussão sobre os importantes problemas
epistemológicos relacionados à natureza da ciência, seus métodos, suas leis e
teorias, além de permitir que os alunos construam conhecimento espontâneo, a
partir de um esforço racional e lógico desse sujeito de interpretar a
realidade. No entanto, a construção desse tipo de conhecimento constitui um dos
problemas fundamentais do EC, uma vez que, por ser arraigado em observações e
em práticas cotidianas o conhecimento espontâneo, tende a se afastar do conhecimento
científico atualmente aceito, além de que no interior da sala de aula
observa-se que os alunos apresentam conhecimentos do senso comum, enquanto “o
professor tenta, através de técnicas e métodos de ensino, orientar a
aprendizagem para a compreensão da perspectiva científica” (GOULART, 2005, p.
3).
As abordagens implícitas são assim designadas quando há a utilização de “instruções sobre habilidades relacionadas à prática científica ou engajamento em atividades investigativas como um meio para a melhoria das visões sobre a natureza da ciência” (EL-HANI; TAVARES; ROCHA, 2004, p. 268). Os defensores dessa abordagem argumentam que os estudantes são levados a aprender sobre a natureza da ciência como consequência de estarem engajados em atividades orientadas sob a forma de investigação, independentemente, de qualquer referência direta à natureza da ciência, uma vez que o “aprendizado sobre a natureza da ciência é produto da prática do fazer ciência” (TEIXEIRA, 2003, p. 32).
As abordagens implícitas são assim designadas quando há a utilização de “instruções sobre habilidades relacionadas à prática científica ou engajamento em atividades investigativas como um meio para a melhoria das visões sobre a natureza da ciência” (EL-HANI; TAVARES; ROCHA, 2004, p. 268). Os defensores dessa abordagem argumentam que os estudantes são levados a aprender sobre a natureza da ciência como consequência de estarem engajados em atividades orientadas sob a forma de investigação, independentemente, de qualquer referência direta à natureza da ciência, uma vez que o “aprendizado sobre a natureza da ciência é produto da prática do fazer ciência” (TEIXEIRA, 2003, p. 32).
Astianax
Briccia e Carvalho, 2007?
ResponderExcluirO primeiro parágrafo é citado por Goulart? Cadê a referência?