quinta-feira, 3 de abril de 2014

Exercício 3 - Como o ensino de ciências pode contribuir para uma visão não deformada das ciências?

O ensino de ciências tem ganhando espaço nas produções acadêmicas devido aos problemas que o envolve, desde a formação docente à aplicação dos conceitos científicos. Trabalhar um ensino de ciências que garanta a formação do cidadão é um desafio para o educador porque relacionar os conteúdos com as necessidades do educando não é tarefa fácil, a maneira de abordar esses conceitos pode afastar cada vez mais os jovens das carreiras científicas, constituindo um problema a ser superado dentro das escolas.
A concepção que temos da ciência influência na postura em relação à mesma, constituindo um desafio para o professor, existindo a necessidade de um trabalho pautado na desconstrução dessas visões que surgiram no decorrer do tempo, das quais nós somos fruto e influenciam diretamente no processo de aprendizagem. Visões como a neutralidade e a certeza da existência de um único método científico têm mostrado uma ciência indiscutível, venerada e incontestada, o professor em si traz essas distorções.
Segundo Delizoicov, Angotti e Pernambuco (2009, p.29), há desafios a serem superados no ensino de ciências, como: superação do senso comum pedagógico; superação das insuficiências do livro didático; incorporar conhecimentos entre ciência e tecnologia e por fim produzir uma ciência que seja de igual modo para todos. Esta realidade perpassa um conjunto de regras estabelecidas, faz-se necessário repensar o ensino de maneira que contextualize com a realidade dos alunos, fazendo sentido todo esse conhecimento aplicado dentro da sala de aula.
Qual conhecimento científico é pertinente e relevante ser ensinado para os jovens? Quais critérios de seleção devem ser usados? Como abordá-los na sala de aula, sem que afaste esse público? São questões como essas que precisam estar presentes no planejamento, pensar no que está ensinando e como está ensinando é uma postura de um educador crítico, que não está preso às regras e ao livro didático, preocupando-se com o impacto de sua prática pedagógica.
Para entender melhor essa situação, Gil-Pérez e outros (PÉREZ et al, 2001), relata deformações referias ao conhecimento científico, as quais sejam:  a concepção empírico-indutivista da ciência, a ciência está ligado apenas a observação e experimentação, como se os conhecimentos dos cientistas não trouxesse influência no modo de concebê-la. É preciso desconstruir esse pensamento, entendendo que a ciência é uma construção humana e pode ser contestada. Sendo um processo histórico, político, econômico na medida em que considera as crises, as teorias adversas, as contradições e novos conceitos que for surgindo. A ciência não é uma atividade elitista apenas para gênios, pessoas superdotadas e sim um trabalho em conjunto com outras pessoas.
Os desafios da contemporaneidade e a transformação que a educação escolar necessita passar requerem uma formação inicial e continuada para os professores pautada em saberes e práticas que conduza um ensino e aprendizagem produtivo e atuante.

Pessoa Amável

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