Inicialmente penso que, para responder a esta pergunta é
necessário pensar de que forma podemos trabalhar para não perpetuar essa ideia
equivocada e totalmente estereotipada da Ciência.
Frequentemente o ensino de Ciências é baseado na
apresentação de conhecimentos que são previamente elaborados pelos professores
sem oferecer qualquer espaço ao processo de investigação pelos alunos. É um
ensino descontextualizado e socialmente neutro que não considera as relações
CTS.
Torna-se necessário então uma
reflexão crítica sobre as concepções de Ciências que encontramos em nossas
escolas e consequentemente, na sociedade que contribuem para manter essa imagem
deformada de uma ciência neutra, com uma sequencia de etapas a serem seguidas,
quantitativa. Ciência elitista e individualista que aborda o conhecimento
científico como obra de gênios isolados não considerando o trabalho em equipe.
Uma tentativa implícita para
essa superação refere-se a
um rompimento com o ensino tradicional e, como consequência, um rompimento com
uma ciência baseada na aplicação de fórmulas, leis prontas e inalteráveis
(Krasilchick, 1687) que contribui de forma perversa para manter essas
concepções ingênuas e arraigadas sobre o ensino de ciências.
Segundo Castro (1993) encarar
a ciência como algo acabado confere ao conhecimento científico uma falsa
simplicidade que se revela cada vez mais como uma barreira a qualquer
construção, uma vez que contribua para a formação de uma atitude ingênua ante a
ciência.
O professor já traz consigo
essa concepção de ciência pronta, acabada, indiscutível e acaba por levar aos
seus alunos essa visão estereotipada da ciência e por consequência dos
cientistas tão amplamente divulgadas nas redes sociais e na mídia fazendo com
que o aluno imagine-os como velhos intelectuais, cabeludos e despenteados, cujo
único local de trabalho é o laboratório e estando a ciência associada a
descobertas e verdades únicas e verdadeiras ( REIS e GALVÂO,2006 ) (SILVA et
al. 2005). Essa concepção
torna de certa forma a
ciência como algo inacessível aos alunos.
Para que possamos
verdadeiramente oferecer um ensino de ciências que possa contribuir para uma
visão não deformada da ciência precisamos encarar a ciência como conhecimento
possível, acessível, sujeito a tentativas e erros. Precisamos apresentar aos
alunos uma ciência como um produto humano e social que tenta combater diversas
visões descontextualizadas como a visão elitista, na qual os cientistas são
vistos como minorias inatingíveis (Gil-Perez, 1993).
O método científico não é um
procedimento lógico, algorítimo, rígido. Na prática, muitas vezes, o cientista
procede por tentativa, vai numa direção, volta, mede novamente, abandona certas
hipóteses porque não tem equipamento adequado, faz uso da intuição, dá chutes,
se deprime, se entusiasma, se apega a uma teoria. Enfim, fazer ciência é uma
atividade humana, com todos os defeitos e virtudes que o ser humano tem e com
muita teoria que ele tem na cabeça. Conceber o método cientifico como uma
sequencia rigorosa de passos que o cientista segue disciplinadamente é conceber
de maneira errônea a atividade cientifica (MOREIRA,ORTERMANN,1993)
Compreendendo a ciência dessa
forma simples poderemos
desmistifica-la e torna-la possível a todos.
Butt, você é Butterfly?
ResponderExcluirSim, tive que reduzir o pseudônimo pois o google não aceitou butterfly.
ResponderExcluirSim, tive que reduzir o pseudônimo pois o google não aceitou butterfly.
ResponderExcluirSim, tive que reduzir o pseudônimo pois o google não aceitou butterfly.
ResponderExcluirEste comentário foi removido por um administrador do blog.
ResponderExcluirProfessoras o meu texto corresponde com a pergunta do exercício 4 sim. Vejam a mesma pergunta nos outros textos dos colegas por favor para poder considerar o meu também. Muito agradecido!
ResponderExcluir