ATIVIDADE 4
ALFABETIZAÇÃO
CIENTÍFICA NA ESCOLA: Como ela pode acontecer?
Começo a refletir sobre
essa questão pautado na afirmação de Fourez ( 2011) quando defende a
necessidade de um ensino que desenvolva o espirito crítico nos alunos
objetivando que eles sejam capazes de perceber os malefícios e benefícios provenientes
das inovações cientificas e tecnológicas e, na medida do possível, estabeleçam
julgamento sobre eles.
Sabemos que no contexto
atual, a escola não é mais o único lugar onde podemos adquirir novos conhecimentos.
Muitas informações chegam aos nossos alunos de diversas fontes: mídia,
internet, impressos, etc. Os conhecimentos científicos tomaram os meios de
comunicação e abriram espaços para a divulgação de novos e antigos conhecimentos
nas diversas áreas do saber. Só que essas informações muitas vezes não são bem compreendidas.
Segundo Delizoicov e Lorenzetti (2001) torna-se necessário especialistas para
popularizar e desmistificar o conhecimento cientifico para que o leigo possa
utiliza-lo em seu cotidiano.
Nesse sentido, a escola
possui um papel indispensável, pois através dela que as informações recebidas
das diversas fontes, já citadas, poderão ser interpretadas dando ao aluno um
maior entendimento sobre os novos conhecimentos e as formas de aplica-los.
Mas como fazer a
Alfabetização Científica na escola? Para
que isso ocorra é necessário um rompimento de antigos paradigmas que permitem a
aceitação de um ensino acrítico, descontextualizado, não dialógico. Que concebem
um ensino de Ciências elitista e individualista. É necessário romper esta visão
estereotipada e propor aos sujeitos uma nova imagem da Ciência. Que ela seja investigativa,
problematizadora, provisória e que possa estar inserida no contexto dos
sujeitos envolvidos no processo.
Sasseron (2008) propõe
já para as series iniciais algumas sequências
interdisciplinares que objetivem introduzir os alunos no universo das Ciências,
tendo, pois como prerrogativa gerar possibilidades aos estudantes para que eles
se envolvam com problemas e questões relacionados aos fenômenos naturais. Com
isso espera-se que os alunos teçam hipóteses e planos que auxiliem
na resolução, bem como discutam sobre as ideias levantadas e outras questões
controversas que possam surgir.
O conhecimento
cientifico é provisório, não neutro e em constante transformação, por isso o
professor deve buscar sempre novas maneiras de ensinar e aprender (ABREU, 2013)
. Deve articular o saber teórico do saber teórico prático da realidade concreta
e principalmente deve valorizar a experiência do aluno e o seu meio. Dessa
forma gradual poderemos estar inserindo o conhecimento cientifico nas escolas
propondo momentos de problematização e de investigação durante as aulas de
Ciências permitindo aos alunos compreenderem que o conhecimento científico não
está pronto e acabado, mas deve ser construído e reconstruído a cada dia. E
isso exige uma mudança de postura de todos os envolvidos no processo.
SASSERON, L. H.; CARVALHO, A. M.
P. Almejando a Alfabetização Científica no Ensino Fundamental: A proposição e a
procura de indicadores do processo. Investigações em Ensino de Ciências,
v13(3), pp.333-352, 2008.
SASSERON, L. H.; CARVALHO, A. M.
P. Alfabetização Científica: uma revisão bibliográfica. Investigações em
Ensino de Ciências, v16(1), pp. 59-77, 2011.
Qual a referência de Abreu 2013?
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