quinta-feira, 10 de abril de 2014



ATIVIDADE 4

ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA NA ESCOLA: Como ela pode acontecer?

Começo a refletir sobre essa questão pautado na afirmação de Fourez ( 2011) quando defende a necessidade de um ensino que desenvolva o espirito crítico nos alunos objetivando que eles sejam capazes de perceber os malefícios e benefícios provenientes das inovações cientificas e tecnológicas e, na medida do possível, estabeleçam julgamento sobre eles.
Sabemos que no contexto atual, a escola não é mais o único lugar onde podemos adquirir novos conhecimentos. Muitas informações chegam aos nossos alunos de diversas fontes: mídia, internet, impressos, etc. Os conhecimentos científicos tomaram os meios de comunicação e abriram espaços para a divulgação de novos e antigos conhecimentos nas diversas áreas do saber. Só que essas informações muitas vezes não são bem compreendidas. Segundo Delizoicov e Lorenzetti (2001) torna-se necessário especialistas para popularizar e desmistificar o conhecimento cientifico para que o leigo possa utiliza-lo em seu cotidiano.
Nesse sentido, a escola possui um papel indispensável, pois através dela que as informações recebidas das diversas fontes, já citadas, poderão ser interpretadas dando ao aluno um maior entendimento sobre os novos conhecimentos e as formas de aplica-los.
Mas como fazer a Alfabetização Científica na escola?  Para que isso ocorra é necessário um rompimento de antigos paradigmas que permitem a aceitação de um ensino acrítico, descontextualizado, não dialógico. Que concebem um ensino de Ciências elitista e individualista. É necessário romper esta visão estereotipada e propor aos sujeitos uma nova imagem  da Ciência. Que ela seja investigativa, problematizadora, provisória e que possa estar inserida no contexto dos sujeitos envolvidos no processo.
Sasseron (2008) propõe já para as series iniciais algumas  sequências interdisciplinares que objetivem introduzir os alunos no universo das Ciências, tendo, pois como prerrogativa gerar possibilidades aos estudantes para que eles se envolvam com problemas e questões relacionados aos fenômenos naturais. Com isso espera-se que os alunos teçam hipóteses e planos que auxiliem na resolução, bem como discutam sobre as ideias levantadas e outras questões controversas que possam surgir.
O conhecimento cientifico é provisório, não neutro e em constante transformação, por isso o professor deve buscar sempre novas maneiras de ensinar e aprender (ABREU, 2013) . Deve articular o saber teórico do saber teórico prático da realidade concreta e principalmente deve valorizar a experiência do aluno e o seu meio. Dessa forma gradual poderemos estar inserindo o conhecimento cientifico nas escolas propondo momentos de problematização e de investigação durante as aulas de Ciências permitindo aos alunos compreenderem que o conhecimento científico não está pronto e acabado, mas deve ser construído e reconstruído a cada dia. E isso exige uma mudança de postura de todos os envolvidos no processo.

SASSERON, L. H.; CARVALHO, A. M. P. Almejando a Alfabetização Científica no Ensino Fundamental: A proposição e a procura de indicadores do processo. Investigações em Ensino de Ciências, v13(3), pp.333-352, 2008.
SASSERON, L. H.; CARVALHO, A. M. P. Alfabetização Científica: uma revisão bibliográfica. Investigações em Ensino de Ciências, v16(1), pp. 59-77, 2011.

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